Emigrantes revoltados

«Com um misto de incredulidade, tristeza e revolta», mais de uma centena de emigrantes portugueses em vários países recordaram os apelos, feitos nas comemorações do 10 de Junho, ao regresso de quem teve de deixar Portugal para trabalhar e defenderam a reprovação do pacote laboral.

Numa carta-aberta, dirigida ao Presidente da República e ao primeiro-ministro e divulgada no dia 18, refere-se «as razões pelas quais 850 mil portugueses decidiram sair do País, numa média de 80 mil pessoas, entre 2010 e 2024»: «ausência de salários dignos e compatíveis com o custo de vida; ausência de trabalho na área de formação, de perspectivas de progressão na carreira, de respeito pelos direitos laborais; a sucessão de contratos precários; a impossibilidade de compatibilizar horários de trabalho com a vida pessoal e familiar, a negação do acesso à habitação, a degradação dos serviços públicos, em particular na Saúde e na Educação».

As alterações contidas na proposta do Governo «irão expulsar mais portugueses do País, e não irão trazer ninguém de regresso», salientaram os subscritores.



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