330 dias de resistência e luta
«A mobilização e esclarecimento dos trabalhadores para o desenvolvimento e intensificação da luta, serão condições determinantes para derrotar o assalto aos direitos que o Governo PSD/CDS quer impor aos trabalhadores». Assim se podia ler num comunicado emitido pela CGTP-IN a 25 de Julho de 2025, um dia depois da aprovação, pelo Executivo, do anteprojecto do pacote laboral. O compromisso foi cumprido!
De lá para cá, foram 330 dias de intenso esclarecimento, mobilização e luta dos trabalhadores. Logo a 20 de Setembro de 2025, a confederação promoveu uma jornada nacional de luta, que culminou com manifestações em Lisboa e no Porto.
No dia 8 de Novembro, os trabalhadores voltaram a acudir ao apelo da Intersindical e saíram às ruas, na capital, numa marcha nacional. Nesta acção, o Secretário-Geral da CGTP-IN anunciou uma greve geral para 11 de Dezembro, que viria a parar o País de norte a sul e em todos os sectores!
Cerca de um mês depois, a 13 de Janeiro de 2026, a central promoveu uma manifestação nacional que, mais uma vez, percorreu as ruas de Lisboa. No âmbito desta acção, a Inter entregou ao primeiro-ministro 190 mil assinaturas contra o pacote laboral, recolhidas nos meses anteriores.
A 28 de Fevereiro, a confederação voltou a organizar manifestações em Lisboa e no Porto, a que se seguiu, um mês depois, 28 de Março, a manifestação nacional de jovens trabalhadores, que trouxe a juventude trabalhadora de todo o País para lutar, na capital, pelos seus direitos e contra o pacote.
A luta dos trabalhadores fez-se igualmente presente nas comemorações populares do 25 de Abril e, uma semana depois, na jornada de luta do 1.º de Maio com acções por todo o País.
Neste dia, em Lisboa, Tiago Oliveira anunciou nova greve geral para 3 de Junho, que voltou a mostrar a força dos trabalhadores de todas as regiões e sectores e a sua rejeição ao pacote do Governo e dos patrões.
Por fim, no dia da discussão do pacote laboral, 18 de Junho, os trabalhadores deram a investida final, com uma concentração à porta da Assembleia da República durante mais de três horas. No dia seguinte, o pacote foi rejeitado no Parlamento – a luta dos trabalhadores rejeitou-o!




