Aplausos no Parlamento
A proposta de lei do Governo para alterar o Código do Trabalho – o pacote laboral – foi rejeitada, no dia 19, apenas com os votos favoráveis de PSD, IL e CDS.
Paula Santos proferiu uma declaração de voto oral em nome da bancada comunista, na qual se referiu ao resultado da votação como uma «vitória dos trabalhadores».
«Eu queria saudar os trabalhadores do nosso País. Os trabalhadores que, mesmo perante as pressões, as chantagens e as manipulações que sofreram, não se deixaram condicionar e lutaram pelos seus direitos», afirmou.
A líder parlamentar lembrou que o caminho até à derrota do pacote «foi um processo longo», no qual foi possível que os trabalhadores compreendessem o que estava «em cima da mesa».
Antes desta declaração, quando foi anunciada a rejeição, a delegação da CGTP-IN que acompanhava os trabalhos (na foto), encabeçada por Tiago Oliveira, foi saudado pelos deputados comunistas e parlamentares de outras bancadas.
A verdadeira alternativa
Na quinta-feira, 18, ao mesmo tempo em que decorria a concentração promovida pela Intersindical, o pacote laboral era discutido na generalidade.
No debate, Paulo Raimundo propôs, como alternativa às opções do Governo, uma outra política de aumento dos salários, distribuição mais justa da riqueza, fim das discriminações salariais, contratos efectivos e fim da precariedade, valorização de carreiras e eliminação do SIADAP e redução de horários.
«Os trabalhadores não querem que tudo fique na mesma. Pelo contrário, querem respeito, dignidade, direitos e uma vida justa», destacou.




