PCP saúda transformação do Politécnico de Bragança em universidade

A Direcção da Organização Regional de Bragança (DORBA) do PCP apoiou e saudou, no dia 17, a aprovação, pelo Conselho Geral do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), de uma proposta que visa a sua transformação em universidade.

A decisão foi aprovada pelo Conselho Geral do IPB após pareceres favoráveis e unânimes do Conselho Permanente e do Conselho Técnico-Científico da instituição, que consideraram estar «reunidas as condições académicas, científicas, organizacionais e financeiras exigidas pelo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES)».

No entanto, esta reivindicação, recorda a DORBA, não vem de agora. A criação da Universidade de Bragança, a partir do IPB, surgiu na década de 90, tendo o PCP, desde logo, solidarizado-se, apresentando propostas nesse sentido na Assembleia Municipal de Bragança e intervindo na Assembleia da República.

O IPB, salienta o PCP, é uma instituição que acolhe dez mil estudantes, fornecendo oferta curricular em várias áreas e com contributos relevantes para o desenvolvimento da região, quer através da atracção e captação de jovens para o nordeste transmontano, quer através dos contributos científicos, desenvolvidos ao longo de décadas.

A condição de instituto politécnico limitou em muito o potencial do IPB, afirma a DORBA em comunicado. «Do ponto de vista do investimento, da oferta curricular, das possíveis candidaturas a nível nacional e internacional e em tantos outros aspectos», lê-se. Para a direcção regional, a sua passagem a universidade, permitindo superar algumas destas dificuldades e, correspondendo a uma antiga reivindicação, deve ser valorizada.

«O PCP apoia esta decisão, tal como fez desde o primeiro momento. Tudo aquilo que vá no sentido de servir a região de Bragança, reforçando as suas condições para se desenvolver, combatendo as profundas desigualdades e isolamento a que o Interior do nosso País tem sido sujeito, deve ser defendido», subinha.

Sistema único de Ensino Superior

A DORBA aponta também como problema os motivos que levam à desigualdade entre diferentes instituições de ensino superior, diferenciadas entre ensino regular e politécnico. A existência destes dois subsistemas contribui para a perpetuação das mesmas, argumenta. O PCP defende a criação de um sistema único no Ensino Superior que elimine diferenciações artificiais.

 



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