O valor das pensões «dá cada vez menos para viver»

Num documento que está a ser distribuído em todo o País, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI alerta para o agravamento das condições de vida dos reformados e pensionistas, considerando que o aumento de 2,8 por cento nas pensões é insuficiente para compensar a subida do custo de vida.

Como exemplo, refere-se que uma pensão de 300 euros passou para 308,40 euros; de 600 para 616,80 euros; de 1000 para 1028 euros, que, neste caso, equivale a cerca de 93 cêntimos por dia. Valores que não acompanham a subida de alimentos essenciais, como a carcaça (0,14 para 0,20 euros ou 0,18 para 0,25 euros – mais 4 ou 5 cêntimos); a curgete (1,89 para 2,77 euros – mais 88 cêntimos); a laranja (1,08 para 1,64 euros – mais 56 cêntimos); o arroz (1,38 para 1,58 euros – mais 20 cêntimos); os ovos (1,14 para 2,12 euros – mais 98 cêntimos); o atum em azeite (2,02 para 2,14 euros – mais 12 cêntimos); a pescada (12,52 para 13,15 euros – mais 63 cêntimos); o bife de peru (5,76 para 9,66 euros – mais 3,90 euros); a carne de cozer (12,67 para 13,25 euros – mais 58 cêntimos).

No documento, o MURPI sublinha que a alimentação ocupa uma parcela crescente do orçamento dos idosos e que o aumento dos preços, aliado ao custo dos medicamentos e às dificuldades no acesso a cuidados de saúde, agrava situações de pobreza e privação. A Confederação defende, por isso, que o valor das pensões «dá cada vez menos para viver» e apela à mobilização colectiva na luta contra a pobreza e pela melhoria das condições de vida dos reformados e pensionistas.

 



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