República Bolivariana da Venezuela sob pressão dos EUA

A República Bolivariana da Venezuela, que enfrenta há mais de 25 anos a ingerência, a desestabilização e as medidas coercivas impostas pelo imperialismo norte-americano, vive desde há seis meses sob cerco militar dos EUA, que a 3 de Janeiro agrediram militarmente o país e raptaram o seu Presidente, Nicolás Maduro, e a sua esposa, a deputada Cilia Flores.

As notícias falsas e o boato são armas do imperialismo

A Revolução bolivariana vive hoje aquele que é, porventura, o seu momento mais dramático e contraditório. Cercado militarmente pelos EUA e com o seu legítimo Presidente sequestrado, o país sul-americano enfrenta complexos e exigentes desafios, incluindo a denúncia e a desmontagem dos boatos e das notícias falsas que o imperialismo (com todos os imensos meios de que dispõe) difunde com o objectivo de semear a desconfiança e a divisão no seio das forças bolivarianas e do povo venezuelano.

Logo no início do ano, o rapto do Presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, numa operação militar de grande envergadura e com sofisticados meios tecnológicos, deu azo à teoria da “traição” da liderança venezuelana, que tem vindo a ser negada pelas autoridades venezuelanas, que afirmam que Nicolás Maduro continua a ser o legítimo Presidente, continuando a exigir a sua libertação. As reiteradas declarações de Donald Trump de que “manda” na Venezuela e de que a Presidente encarregada, Delcy Rodriguez, está com ele a preparar uma “transição de poder”, têm sido igualmente negadas pelas autoridades venezuelanas.

Ao contrário do que seria desejado pelos EUA, as forças bolivarianas mantêm no essencial o controlo das instituições do país e procuram, sob a brutal pressão e ameaça a que estão sujeitas, continuar a dar resposta às necessidades da população, ao funcionamento dos serviços públicos, à resposta a candentes problemas colocados pelo bloqueio e pela constante acção de ingerência norte-americana.

Atenção à desinformação
Exemplo de manipulação mediática é a que apresenta a realização de negociações com os EUA como resultado das imposições norte-americanas. Na verdade, as autoridades venezuelanas, a começar pelo Presidente Nicolás Maduro, sempre estiveram dispostas a dialogar com os EUA sobre os mais diversos assuntos – por exemplo, do combate ao narcotráfico ao petróleo e a outros recursos –, mas sempre numa posição de igualdade soberana entre os dois países.

Também a “Lei de Amnistia para a Convivência Democrática e a Paz”, recentemente aprovada, tem sido alvo de especulação. Se liberta muitos dos que estiveram envolvidos em diversos episódios de violência política – do golpe de Estado contra Hugo Chávez, em 2002, até à tentativa de golpe, em 2024 –, exclui quem tenha cometido violações graves dos direitos humanos ou homicídios, bem como aqueles que tiverem promovido, instigado, favorecido ou participado em acções armadas ou de força contra o povo, a soberania e a integridade territorial da Venezuela. O mesmo acontece a quem tiver trabalhado para a invasão externa do país ou promovido a imposição do bloqueio.

Há dias, as autoridades da Venezuela desmentiram uma informação veiculada pela Bloomberg que dava conta do envio de petróleo pela Venezuela a Israel, com quem a Venezuela cortou relações em 2009, por iniciativa do antigo Presidente Hugo Chávez. Real é o cerco militar imposto ao petróleo venezuelano e as limitações objectivas impostas à livre opção do seu comércio por parte das autoridades da Venezuela.

Esta situação complexa, e em constante desenvolvimento, está a motivar em diversos sectores a expressão da solidariedade para com a Venezuela bolivariana e o povo venezuelano, que luta em defesa da paz, da sua soberania e direitos, perante a violenta acção do imperialismo norte-americano.

 



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