Israel viola cessar-fogo

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) alertou, no dia 21, que o cessar-fogo na Faixa de Gaza é extremamente «frágil». Segundo relatórios dessa entidade, pelo menos 601 palestinianos foram assassinados e 1607 ficaram feridos desde que o cessar-fogo entrou em vigor, no passado mês de Outubro. A agência refere que Israel mantém naquele território palestiniano uma violência contínua e deslocação forçada da população, que violam o direito internacional. Somadas às severas restrições impostas ao acesso de auxílio humanitário, estas acções dificultam a entrega de assistência essencial a uma população esgotada pela agressão israelita.

Desde Outubro de 2023, a guerra de agressão israelita contra o povo palestiniano, em especial na Faixa de Gaza, provocou uma indiscritível vaga de destruição e morte. Até agora, há registo de mais de 72.065 palestinianos mortos e de cerca de 172 mil feridos naquele território. A infra-estrutura sanitária, eléctrica e habitacional foi destruída, deixando milhões de pessoas sem serviços básicos e em condições de vulnerabilidade extrema perante a violência israelita.

Na véspera, o Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUHD) tinha publicado um relatório que refere que entre 1 de Novembro de 2024 e 31 de Outubro de 2025, «a intensificação dos ataques, a destruição metódica de bairros inteiros e a negação de assistência humanitária têm como objectivo uma mudança demográfica permanente em Gaza». A isto juntam-se as transferências forçadas de população. O relatório pormenoriza a morte de pelo menos 463 palestinianos, incluindo 157 crianças, por inanição, resultado directo do bloqueio israelita à entrada e distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, registam-se, segundo o relatório, o uso ilícito sistemático da força, detenções arbitrárias massivas, tortura e demolição ilegal de habitações dos palestinianos, procurando «discriminar, oprimir, controlar e dominar sistematicamente o povo palestiniano». O ACNUHD, no seu relatório, também regista a morte de 79 palestinianos detidos nos cárceres israelitas durante o período avaliado e destaca a vulnerabilidade extrema dos prisioneiros face aos maus tratos e à tortura que lhes é infligida pelos torcionários israelitas.

 



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