Atropelo ambiental no porto da Figueira da Foz
A Comissão Concelhia da Figueira da Foz do PCP criticou, no dia 24 os métodos utilizados nas obras de aprofundamento da barra, canal de acesso e bacia de manobras no porto da cidade, com recurso a dragagens e explosivos no desmonte da rocha. A denúncia inicial partiu de organizações de pescadores.
Segundo a Comissão Concelhia, apesar do compromisso assumido, o «dono da obra rapidamente contornou o problema» e prosseguiu com as explosões que deveriam ter cessado entre Dezembro e Abril, altura em que espécies migratórias procuram a subida do rio Mondego, como o sável ou a lampreia. Inexplicavelmente, foram desrespeitadas as indicações do estado de impacto ambiental, salienta o organismo comunista.
«O PCP saúda a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente que repôs a legalidade e impediu neste caso mais um crime ambiental», lê-se numa nota de imprensa, em que se assume o compromisso de questionar o Governo «sobre este atropelo».




