Paulo Raimundo contacta com trabalhadores dos HUC
O Secretário-Geral do PCP esteve anteontem, 3, em contacto com trabalhadores dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), no âmbito da acção nacional «Outro rumo para o país. Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças».
«Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças»
Destacando que os HUC são «o maior empregador da região», Paulo Raimundo sublinhou que «sem trabalhadores não há Serviço Nacional de Saúde» (SNS), identificando a falta de profissionais como o principal problema do SNS. «Há capacidade instalada, há conhecimento e há gente que veste a camisola do SNS, mas é preciso mais médicos, mais enfermeiros e mais técnicos para responder às necessidades das populações», afirmou.
Segundo o Secretário-Geral do PCP, a iniciativa teve duas mensagens centrais e inseparáveis: «é preciso salvar o SNS, e isso faz-se com mais profissionais», e «uma outra política para que o SNS responda ao que o País precisa». Defendendo uma mudança de rumo, considerou que Portugal precisa de «uma política diferente, que recupere e retorne o SNS aos seus princípios fundadores», recordando que foi essa opção que permitiu ao País alcançar «cuidados de saúde primários de excelência» e uma política de prevenção «que nos colocou entre os mais elevados patamares de evolução do mundo».
Questionado sobre o pacote laboral apresentado pelo Governo, Paulo Raimundo foi claro ao afirmar que o reforço do SNS «só é possível com os trabalhadores, com mais direitos, melhores condições de trabalho e carreiras valorizadas». Para o PCP, as propostas do Governo seguem o sentido oposto, ao agravarem a precariedade, desregularem horários, pressionarem salários e carreiras e admitirem despedimentos por justa causa.
«Os trabalhadores da saúde não precisam disso, os utentes não precisam disso, o SNS não precisa disso e o País não precisa disso», afirmou, sublinhando que é necessário «abrir um caminho diferente», assente na valorização do trabalho e na defesa dos serviços públicos. «É com confiança e esperança nesse caminho que cá estamos», concluiu.
Visita a zonas afectadas pela depressão Kristin
Dos HUC, o Secretário-Geral do PCP seguiu depois para as zonas mais afectadas pela intempérie no concelho de Montemor-o-Velho, onde contactou com populações e avaliou os prejuízos causados. Hoje, 5 de Fevereiro, Paulo Raimundo, que prossegue esta acção no concelho da Marinha Grande, criticou a forma como os apoios estão a ser presentados e operacionalizados. Medidas que, como o PCP referiu na declaração proferida no domingo passado, «são incompreensivelmente tardias e claramente insuficientes».
No seu entender, o problema central está na falta de antecipação por parte do Governo, apesar dos avisos existentes. «Os cientistas sabiam a dimensão do fenómeno, sabiam onde ia entrar e a que horas. Não foi por falta de informação», acentuou o Secretário-Geral do PCP.




