EUA ameaçam Irão com nova agressão
Os EUA concentram forças militares no Médio Oriente ameaçando o Irão com uma nova agressão militar. Entretanto, em resultado dos múltiplos contactos e esforços em curso para fazer baixar a tensão no Médio Oriente, foram abertas portas à negociação. O Irão reitera que não procura a guerra, mas que que se defenderá se for atacado.
«Não existem soluções militares para os desafios que o Médio Oriente enfrenta»
No Médio Oriente, regista-se nos últimos dias uma intensa actividade diplomática e de contactos entre governos para tentar travar uma nova agressão militar dos EUA ao Irão.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, anunciou que a formulação de um quadro para as negociações entre Teerão e Washington está a avançar. Um dia antes, o responsável iraniano esteve em Moscovo, onde foi recebido pelo presidente Vladimir Putin, que apelou ao diálogo e a evitar o agravamento da situação na região. Ao mesmo tempo, em Washington, também o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou que os dois países, EUA e o Irão, estão a «conversar».
Como parte dos esforços para baixar a tensão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, manteve contactos com diversos países da região, transmitindo que o Irão procura uma solução diplomática, que não quer nem procura uma guerra, mas que se defenderá se for atacado.
Tem havido múltiplos contactos envolvendo os países do Médio Oriente e os EUA com vista a tentar conter a crescente tensão provocada pelos EUA.
Sinais de guerra
Apesar das iniciativas diplomáticas para conter a política de confrontação promovida pelos EUA, há quem se mostre pessimista quanto às perspectivas de paz, tendo em conta os crescentes sinais de guerra que vêm dos EUA, mas também de Israel.
O Pentágono reforçou nas últimas semanas o seu dispositivo militar no Médio Oriente, com a chegada à região do porta-aviões Abraham Lincoln, escoltado por um grupo de ataque naval, a que se somou a presença de uma grande quantidade de aviões e sistemas anti-mísseis, instalados em diversas bases militares norte-americanas nesta região.
Alinhando com a política belicista dos EUA, a União Europeia (UE) decidiu, a 29 de Janeiro, incluir os Corpos da Guarda Revolucionária Islâmica iranianos na sua denominada “lista de organizações terroristas”. Na sequência desta decisão, o Irão declarou terroristas as forças armadas de cada um dos países que integram a UE.
Um porta-voz do governo iraniano refutou as acusações da UE e destacou a natureza pacífica do programa nuclear do Irão e sublinhou que, se a UE deseja desempenhar um papel construtivo, deveria adoptar uma abordagem baseada na justiça, no respeito pelos direitos de outros países e na adesão aos princípios da Carta das Nações Unidas.




