Cuba condena escalada de agressão dos EUA
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou no passado dia 29 de Janeiro uma ordem executiva considerando Cuba como uma «ameaça invulgar e extraordinária» para a segurança dos EUA, como pretexto para agravarem ainda mais a pressão sobre o país.
Cuba condena e denuncia nova escalada do cerco económico imposto pelos EUA
As autoridades cubanas consideram que, com esta decisão, a administração norte-americana procura, através da chantagem, da ameaça e da coerção directa a terceiros países, impor componentes de pressão adicionais às acções de asfixia económica que desde o primeiro mandato de Trump foram dispostas para impedir a entrada de combustíveis em Cuba. Para o governo cubano, os EUA recorrem à força para procurarem garantir a hegemonia imperialista, arvorando-se até no direito de ditar a Estados soberanos com quais nações podem comercializar e para quais podem exportar os seus produtos.
A ordem executiva do presidente Trump, garantem as autoridades cubanas, constitui uma violação flagrante do direito internacional e atenta contra a Proclamação da América Latina e das Caraíbas como Zona de Paz, assim como contra a segurança, a estabilidade e a paz da região e do mundo. Sublinham ainda que a administração dos EUA chega a este ponto após ter fracassado durante 67 anos todas as suas tentativas para vergar e destruir um processo político e revolucionário genuíno e legítimo, de plena soberania, justiça social e fomento da paz e da solidariedade com o resto do mundo.
Diálogo só entre iguais
Cuba recorda que sempre se disponibilizou para ter com os EUA um diálogo sério, responsável, na base do direito internacional, na igualdade soberana, no respeito mútuo, no benefício recíproco, sem ingerência nos assuntos internos e com absoluto respeito da independência e da soberania dos Estados. E recorda que o seu povo é aguerrido e combatente e que o imperialismo se engana se pensa que, com a pressão económica e o empenho em provocar sofrimento a milhões de pessoas, vai conseguir dobrar a sua determinação de defender a soberania nacional e de impedir que Cuba caia, mais uma vez, sob a dominação norte-americana.
Determinada a enfrentar a nova arremetida com firmeza e tendo a certeza de que a razão está absolutamente do seu lado, Cuba considera que o mundo tem perante si o desafio de decidir se um crime desta natureza poderá ser o sinal do que está por vir ou se, por outro lado, prevalecerá a solidariedade e a rejeição da agressão, da impunidade e do abuso.
Não à agressão dos EUA!
Solidariedade com Cuba!
O PCP difundiu através do seu Gabinete de Imprensa, no dia 30 de Janeiro, um comunicado intitulado “Não à agressão dos EUA! Solidariedade com Cuba!”, em que «denuncia e condena veementemente a escalada de agressão dos EUA contra Cuba, que constitui uma afronta aos princípios da Carta das Nações Unidas e ao direito internacional».
O PCP considera que assume a «maior gravidade o decreto executivo do presidente dos EUA, Donald Trump, que a pretexto de um rol de falsidades e de forma hipócrita proclama que as políticas, práticas e acções do governo de Cuba constituem uma “ameaça inusual e extraordinária” à “segurança nacional e à política externa” dos EUA e impõe de forma unilateral e extraterritorial medidas coercivas aos países que vendam ou forneçam, directa ou indirectamente, petróleo a Cuba». O objectivo, aponta, é «estabelecer um bloqueio petrolífero, visando atingir mais duramente a economia de Cuba e as condições de vida do seu povo».
Esta decisão, denuncia o PCP, «acresce ao agravamento do cruel, criminoso e ilegal bloqueio que os EUA impõem há décadas a Cuba, à inclusão de Cuba na ilegítima e arbitrária lista dos EUA de ditos “países patrocinadores do terrorismo”, assim como à sistemática acção de ingerência e subversão que os EUA continuam a desferir contra a soberania e os direitos do povo cubano».
A escalada de agressão contra Cuba é parte de um «plano mais vasto do imperialismo norte-americano de impor o seu domínio na América Latina e nas Caraíbas».
O PCP reafirma que não é Cuba, mas os EUA, que têm vindo a praticar uma política de ingerência, agressão e terrorismo de Estado contra outros países. Do mesmo modo que não é Cuba, mas os EUA, que representam a «mais séria ameaça à paz e à segurança dos povos na América Latina e Caraíbas e doutras regiões do mundo» e desrespeitam e agredem os direitos humanos e os direitos dos povos e a sua soberania.
Valorizando a determinação do povo cubano e do Partido Comunista de Cuba que, ao longo de décadas, fazem corajosamente frente à ingerência e à agressão do imperialismo, o PCP «apela à solidariedade com Cuba e a sua Revolução socialista, exigindo o respeito da soberania e independência da República de Cuba e dos direitos do seu povo, incluindo o direito a decidir soberanamente o seu caminho, livre de ingerências, pressões e ameaças externas.»
México envia a Cuba auxílio humanitário
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse na segunda-feira, 2, que o seu governo está em contacto com a embaixada de Cuba na Cidade do México para definir os produtos a enviar como parte da ajuda humanitária ao país caribenho.
Esclareceu que, em paralelo, o México continuará a procurar, por vias diplomáticas, formas de enviar petróleo para Cuba por razões humanitárias e que, esta semana, serão enviados de barco alimentos e outros produtos básicos. Explicou que o governo mexicano está a explorar «todas as vias diplomáticas para enviar combustível ao povo cubano, porque esta não é uma questão para os governos, mas sim uma questão de fornecer apoio para evitar uma crise humanitária em Cuba».
Alegando supostas «razões de segurança», os EUA, através do seu presidente, Donald Trump, anunciaram há dias um bloqueio petrolífero a Cuba, agravando dramaticamente o cerco comercial, financeiro e económico à ilha, o qual dura há mais de 60 anos. Washington ameaça agora elevar as tarifas alfandegárias aos produtos de países que forneçam petróleo a Cuba.




