Um País mais justo para as crianças
Numa sala que, durante a semana, acolhe os muitos jovens que frequentam A Voz do Operário, Sociedade de Instrução e Beneficência histórica em Lisboa, com uma papel determinante na formação das crianças locais, realizou-se uma conversa entre António Filipe e vários pais e mães sobre os direitos e o futuro das crianças.
Na manhã de domingo, afirmou-se a importância de olhar para a infância de forma integrada, levando a sério o papel que o Estado deve ter na protecção desta fase da vida, seja através da criação de uma rede pública de creches, seja na garantia de condições laborais e de habitabilidade que permitam aos jovens emanciparem-se e criarem família.
A partilha das dificuldades, por parte das jovens mães e pais presentes, pintam um País alheado destes problemas, com o prosseguimento de políticas que desligam os horários de trabalho dos pais dos horários escolares dos filhos, que não garantem uma oferta de actividades físicas e didácticas suficiente e acessível e que não fomentam a criação e manutenção de redes de apoio familiares e comunitárias.
António Filipe afirmou que a pobreza das famílias se reflecte nas crianças e que é urgente eleger um Presidente que destaque os problemas das famílias, proteja os direitos de maternidade e paternidade e ajuda a combater verdadeiramente a situação demográfica existente no País.




