Manhã dedicada à defesa do ambiente e da ferrovia

O ambiente deu mote a uma visita de António Filipe, ao lado de Heloísa Apolónia, na manhã de dia 7, à Costa de Caparica, em Almada. Mais tarde, na Cuba, o foco esteve no direito à mobilidade.

200 ecologistas apoiam António Filipe

«Gostávamos de trazer as alterações climáticas ao António Filipe, porque se trata de um dos maiores problemas a nível mundial», sublinhou a dirigente do PEV, para quem pouco se tem feito para a mitigação e adaptação aos seus efeitos – particularmente numa localidade, como aquela, bastante afectada pelo avanço do nível do mar.

A ecologista lembrou, por exemplo, as falhas na regulamentação da Lei de Bases do Clima, a falta de metas concretas na Estratégia Nacional para a Adaptação às Alterações Climáticas ou, a nível internacional, «o “flop” extraordinário» da COP30.

António Filipe recebeu, na visita, uma lista de 200 ecologistas que o apoiam, e deixou o compromisso de, enquanto Presidente, pôr o foco no ambiente, sensibilizando as pessoas e os governantes. Com variadas idades, profissões e regiões, são muitos os que afirmam que só o candidato «tem as condições de promover uma interligação desejável entre as matérias ambientais e sociais».

Falta investimento na ferrovia
No mesmo dia, António Filipe visitou, ao lado de João Duarte Palma, presidente da Câmara de Cuba, a estação de comboios da vila. Em Cuba e no Baixo Alentejo, o estado das ligações ferroviárias é, também, reflexo da falta de investimento que se verifica há décadas na ferrovia e do abandono a que o Interior estávotado. Questão que explica, em parte, a sua desertificação.

«Quem quiser ir de Beja a Faro tem de ir primeiro ao Pinhal Novo», explicou o candidato. A estação, apesar de ficar no caminho do percurso do Intercidades que liga Lisboa ao Algarve, não serve aquela população.

De Beja, os utilizadores têm de seguir até Casa Branca de auto-motora, realizar um transbordo, ir até Pinhal Novo, em Palmela, e só aí apanhar o Intercidades para Faro. «Isto é um exemplo extraordinário do absurdo a que chegou o desinvestimento na ferrovia e no Interior», afirmou.

 



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