China acusa EUA de «grave ingerência»
Na sequência da promulgação pelo presidente dos EUA da denominada Lei de Autorização de Defesa Nacional, com as dotações orçamentais militares para 2026 – que prevê uma despesa militar recorde de 901 mil milhões de dólares –, a China criticou a prevista venda de armas pelos EUA a Taiwan, considerando-a uma grave ingerência nos seus assuntos internos.
Venda de armas pelos EUA a Taiwan constitui grave ingerência nos assuntos internos chineses
A China criticou disposições da denominada Lei de Autorização de Defesa Nacional dos Estados Unidos da América (EUA) para o ano fiscal de 2026, que prevê a venda de armas a Taiwan, por considerar que atinge a sua soberania e a sua segurança.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou no dia 19 que o projecto norte-americano interfere nos assuntos internos do país e reiterou o seu forte descontentamento e a sua oposição, tendo apresentado protestos formais aos EUA.
A China exigiu aos EUA que não apliquem estas medidas e afirmou que, se estes persistirem nessa postura, a China adoptaria medidas para salvaguardar a sua soberania, segurança e desenvolvimento.
A China salientou que tais acções dos EUA prejudicam a estabilidade no Estreito de Taiwan, que a questão de Taiwan diz respeito aos interesses fundamentais da China e não admite interferências externas e que qualquer tentativa de armar Taiwan enfrentará consequências sérias e não alterará a tendência histórica rumo à reunificação. Ademais, urgiu os EUA a respeitar o princípio de uma só China e os três comunicados conjuntos dos EUA e da China.




