Cuba face ao Furacão Melissa: tenacidade, organização e solidariedade

O furacão Melissa, um dos mais fortes alguma vez registados, fustigou violentamente a zona das Caraíbas. Os ventos de até 300 km/h e as ondas gigantes provocaram graves danos na Jamaica, no Haiti, em Cuba, na República Dominicana e nas Baamas, afectando milhões de pessoas nos vários países. Na Jamaica e no Haiti há 50 mortos registados.

Em Cuba, o Governo Revolucionário, o Partido Comunista e as organizações populares organizaram a deslocação de mais de um milhão de pessoas para zonas seguras, evitando assim a ocorrência de baixas humanas. As operações de socorro foram rápidas e eficazes, o que contribuiu decisivamente para que não houvesse mortes a lamentar, como foi aliás sublinhado por responsáveis das Nações Unidas, que destacaram precisamente o modelo de Defesa Civil de Cuba e caracterizaram a resposta dada à catástrofe como «efectiva, oportuna e profundamente humana». A capacidade de resposta de Cuba, aliás, «impressionou» os enviados da ONU, revelaram os próprios.

Para o representante da Agência da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, a existência de uma estrutura de gestão de riscos clara, a capacidade técnica das autoridades e a existência de um diálogo constante baseado em dados científicos diferencia Cuba de outros países da região. Além disso, acrescentou, cada necessidade colocada pela população, «de um telhado danificado até um colchão molhado, é legítima e integra o mapa das prioridades, porque numa emergência o que parece pequeno pode ter um grande impacto humano». Para este responsável, o facto de haver um “saldo zero” de vítimas mortais face a uma emergência desta envergadura revela a existência de um «sistema de protecção da população muito eficaz».

No que respeita à reconstrução, as autoridades cubanas estão a proceder a um exaustivo levantamento dos prejuízos e necessidades, aldeia a aldeia, bairro a bairro. Para lá da mobilização de recursos próprios, está a chegar ajuda humanitária – tanto enviada pelo sistema das Nações Unidas como por Estados de forma autónoma. Até ao momento, 27 países enviaram alimentos, materiais de construção, sistemas destinados ao tratamento e armazenamento de água e outros bens essenciais. Entre os países que doaram estes bens contam-se Venezuela, México, Colômbia, Chile, China, Vietname, Japão, Espanha, Suíça, etc.

Como ajudar
Integrada na Campanha “Por Cuba – Fim ao Bloqueio!”, a Associação de Amizade Portugal–Cuba apela à solidariedade de todos perante as graves consequências do furacão Melissa, que deixou marcas profundas em várias regiões de Cuba, destruindo casas, escolas e colheitas.

A Associação apela à participação solidária, através de contribuições financeiras (IBAN: PT50 0033 0000 0058 0164 1169 7) e donativos materiais (contactos: [email protected] ou +351 962 022 208/7).

 



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