Eleições no Chile e referendo no Equador

Chamado às urnas para se pronunciar sobre uma eventual revisão constitucional, defendida pelo presidente Daniel Noboa, o povo do Equador rejeitou essa possibilidade, optando por manter a Constituição em vigor, elaborada e aprovada durante os mandatos de Rafael Correa, da Revolução Cidadã.

O referendo constava de quatro questões e em todas elas o “Não!” foi a resposta maioritária. As duas votações mais expressivas, superiores a 60 por cento dos votos, relacionavam-se com a convocação de uma Assembleia Constituinte e com a possibilidade de permitir a instalação de bases militares estrangeiras no país, o que se encontra actualmente vedado pelo texto constitucional. O presidente Noboa, aliado dos EUA, pretendia abrir as portas do país a bases militares norte-americanas.

Reagindo aos resultados, o ex-presidente Rafael Correa referiu-se a uma «validação histórica do texto constitucional vigente»: pela primeira vez na história do Equador, uma Constituição «foi duas vezes votada maioritariamente pelo povo». Nas ruas da capital, Quito, e noutras localidades, celebrou-se os resultados do referendo.

No mesmo dia, mas no Chile, realizaram-se eleições presidenciais, que ditaram a passagem à segunda volta da comunista Jeannette Jara e do candidato da extrema-direita José Antonio Kast, confesso admirador de Augusto Pinochet. A candidata apoiada pela esquerda, membro do Partido Comunista do Chile, obteve 26,85 por cento dos votos, face a 23,92 por cento de Kast.

A segunda volta está marcada para 14 de Dezembro.

 



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