Governo alimenta especulação imobiliária no Porto
A Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP reagiu às duas propostas anunciadas pelo Governo que aproveitarão a crise na habitação para criar «mais oportunidades de negócio para os bancos e fundos imobiliários».
Em causa estão duas medidas anunciadas pelo executivo no final de Outubro: a alienação de pelo menos seis imóveis públicos na Póvoa de Varzim, em Felgueiras, no Marco de Canaveses, em Matosinhos e no Porto. Sobre esta, o PCP, em comunicado de imprensa, acusa o Governo de se comportar como uma «agência imobiliária», ao invés de, por exemplo, afectar este património ao IHRU e, assim, aumentar a oferta pública de habitação.
Na outra medida, o Governo destina ao negócio privado um terreno com dezenas de hectares localizado no Vizo, na cidade do Porto, através da criação de uma nova PPP, juntando ao terreno os meios técnicos públicos e o acesso a financiamento em condições favoráveis.
Tratando-se de duas medidas que importa denunciar e rejeitar, para a DORP, estas operações demonstram que recursos «nunca faltam para alimentar a especulação e os lucros dos grandes grupos económicos, embora não sejam utilizados para apoiar a habitação pública ou privada sem fins lucrativos».




