Mais de 100 celebram Revolução de Outubro
Um almoço na sede nacional do PCP, em Lisboa, juntou mais de uma centena de militantes, amigos, funcionários e quadros do Partido para assinalar o 108.º aniversário da Revolução de Outubro.
À tradicional iniciativa – que se saldou igualmente pelo convívio entre camaradas – seguiu-se um momento político em que Vladimiro Vale (membro da Comissão Política e do Secretariado) salientou que comemorar a «grande revolução socialista de Outubro é afirmá-la como a realização mais avançada no processo milenar de libertação da humanidade de todas as formas de exploração e opressão». A Revolução de Outubro foi o primeiro passo, recordou, para que a URSS, num curto período de tempo histórico, alcançasse um significativo desenvolvimento industrial e agrícola, erradicasse o analfabetismo e generalizasse a escolarização e o desporto, eliminasse o desemprego, assegurasse a saúde pública e a protecção social, colocasse em prática formas de participação democrática dos trabalhadores e das massas populares e incrementasse os valores da amizade, da solidariedade, da paz e cooperação entre os povos.
«Devemos muito à Revolução de Outubro»
«Foi a União Soviética», apontou ainda, o «primeiro país do mundo a pôr em prática ou a desenvolver direitos fundamentais, como o direito ao trabalho, a uma jornada máxima de oito horas de trabalho, férias pagas». Exemplo que, explicou, «impulsionou a luta pela conquista, por parte de milhões de trabalhadores, de direitos e liberdades em países capitalistas e influenciou a luta do movimento de libertação nacional, que levou ao ruir do colonialismo e à conquista da independência de numerosos povos».
Também em Portugal se sentiu o impacto da Revolução de Outubro, desde logo pelo seu «efeito notório nos sectores mais aguerridos do movimento operário e, em conjunto com o desenvolvimento da classe operária no País, ter inspirado a criação do nosso glorioso PCP».




