Milionárias só nos lucros

Nos primeiros seis meses de 2025, a Brisa lucrou 155,8 milhões de euros, o que representa mais 14,5 por cento do que em igual período do ano passado, destacou o CESP/CGTP-IN.

Num comunicado aos trabalhadores daquele grupo, o sindicato expôs a proposta de revisão anual do acordo colectivo de trabalho, exigindo aumentos salariais de 15 por cento, com um mínimo de 200 euros, e defendeu que «a Brisa tem uma dívida social para quem construiu a sua riqueza». «Não aceitamos ser tratados como um “custo” a eliminar», protestou o sindicato, a propósito da intenção patronal de substituir trabalhadores por máquinas, «sem nos dar alternativas dignas».

«Salários de miséria numa multinacional de lucros milionários», destacou o CESP, acerca da situação na Accenture. Com lucros de 64,9 mil milhões de euros, em 2024, paga em Portugal «salários demasiado baixos», sendo esta «a queixa mais frequente dos trabalhadores».

O sindicato, que reivindica aumentos salariais de, pelo menos 15 por cento e 150 euros, com valorização das carreiras e profissões, emitiu um comunicado em que acusa a multinacional de ter «medo de trabalhadores organizados e esclarecidos».

«As seguradoras registam lucros milionários, o que demonstra margem para uma valorização salarial efectiva», sublinhou o SINAPSA, ao apresentar a sua política reivindicativa para 2026. O sindicato exige um salário mínimo de referência no valor de 1350 euros e aumento salarial de 15 por cento (com um mínimo de 150 euros).

 



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