Travar o pacote laboral também na Madeira


Numa acção de contacto com a população e os trabalhadores, realizada no dia 31 de Outubro junto ao Anadia Shopping, no Funchal, o PCP denunciou a intenção do Governo PSD/CDS de desregular ainda mais os horários de trabalho, retirando tempo, estabilidade e previsibilidade à vida familiar e pessoal de quem vive do seu trabalho.

«A desregulação dos horários de trabalho é hoje um dos maiores problemas enfrentados por milhares de trabalhadores. São tratados como máquinas sem vida pessoal, sem tempo para a família, sem direito ao descanso», salientou Ricardo Lume. Segundo o dirigente regional e membro do Comité Central do PCP, com as alterações propostas «um trabalhador pode ver o ser horário alargado em mais duas horas por dia, até 50 horas semanais, apenas com três dias de antecedência de aviso». Também a aplicação do banco de horas, «seja individual ou grupal, representa um enorme retrocesso nos direitos laborais, destrói a estabilidade da vida familiar e pessoal e transforma o trabalhador num mero instrumento de produção», acrescentou Ricardo Lume, que apelou à participação, no dia 8 de Novembro, na Marcha contra o Pacote Laboral, promovida pelo movimento sindical unitário, que se realizará no Funchal.

 



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