PCP exige reversão da venda do Novo Banco

O PCP considera que a venda do Novo Banco à BPCE constitui «um grave prejuízo para o País» e defende a reversão imediata do processo, na sequência das buscas realizadas pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público à instituição bancária, à KPMG e a outras entidades envolvidas na gestão de activos.

Negócio altamente lesivo para o Estado

Em nota do seu Gabinete de Imprensa, o Partido lembra que a assinatura do processo de venda coincidiu com o desenvolvimento das investigações judiciais, e acusa o Governo e o Fundo de Resolução de concretizarem um negócio «altamente lesivo para o Estado». Admitindo a entrada de 1,6 mil milhões de euros, os comunistas calculam que a operação resultará numa perda total superior a seis mil milhões de euros para o País.

Para PCP, é particularmente grave que esta venda se concretize «num contexto de dúvida sobre a legalidade de um conjunto de procedimentos de alienação de activos», agora sob investigação. Por outro lado, o Governo PSD/CDS «não pode fingir ignorar» a dimensão das suspeitas, que recaem sobre operações realizadas ao abrigo das garantias públicas concedidas à instituição.

Recordando as suas denúncias anteriores, o Partido volta a afirmar que a entrega do Novo Banco à Lone Star foi «um monumental assalto aos recursos do País», com cobertura dos governos do PS e do PSD/CDS, do Banco de Portugal e da União Europeia, e fala mesmo em «limpeza de dívida, venda de activos a desconto com garantia pública e gestão danosa», criticando o pagamento de bónus «absolutamente inaceitáveis» a administradores do banco.

Neste sentido, o PCP defende que a investigação agora em curso deve prosseguir «com todos os meios necessários» até ao completo esclarecimento das perdas causadas ao Estado ou ao Fundo de Resolução. Caso se confirme que o Estado foi lesado, exige-se que «os negócios sejam revertidos, os resultados imobilizados e anulados, e o Estado integralmente compensado».

Para os comunistas, a única forma de garantir o interesse público é «travar a venda e assegurar o controlo nacional da instituição», medida que o PCP já propôs na Assembleia da República.

 



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