Médicos em greve amanhã

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) confirmou, na semana passada, a convocação de uma greve para amanhã, dia 24. A decisão foi anunciada pela presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, após uma reunião de representantes sindicais, dia 16, com o Ministério da Saúde.

«O que ocorreu não foi uma negociação, mas sim a apresentação de um acto consumado, com medidas prejudiciais para a população e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)», afirmou a federação, nessa quinta-feira, em comunicado.

O Governo pretende, por exemplo, concentrar os serviços de urgência a nível regional, o que, para a FNAM, «significa deixar grávidas e recém-nascidos sem cuidados de proximidade», porque «uma urgência regional não é uma urgência metropolitana» e, na maioria das regiões, os hospitais não estão a poucos quilómetros de distância uns dos outros.

«Continua-se a desconhecer os documentos das propostas apresentadas quanto aos prestadores de serviço e “centros de elevado desempenho” para área da obstetrícia» e a ministra «continua sem negociar salários justos e condições de trabalho dignas, que permitam fixar médicos no SNS».

Para amanhã, a Frente Comum de Sindicatos convocou uma greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública (como noticiamos na pág. 32).

 



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