Travem o despedimento na Teleperformance
O despedimento de cerca de 240 trabalhadores da Teleperformance «é um retrato vergonhoso da precariedade laboral em Portugal», protestou o Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT). Num comunicado de dia 16, o sindicato da FECTRANS/CGTP-IN considerou «inaceitável que uma multinacional, com lucros expressivos e presença global, trate os seus trabalhadores como números descartáveis».
O STT exigiu «imediata suspensão deste processo» e apelou à «intervenção urgente das autoridades competentes» (nomeando a Autoridade para as Condições do Trabalho e a DGERT), «para travar esta nova afronta aos direitos laborais».
Trata-se de «um processo de despedimento abrupto e profundamente injusto, cuja comunicação foi feita numa videoconferência, através de uma mensagem gravada de Pedro Gomes, CEO da empresa». Também é «o reflexo das fragilidades estruturais da protecção laboral no nosso País, sobretudo em empresas e sectores marcados por altos níveis de precariedade, subcontratação e rotatividade». É assim que «240 pessoas podem ser dispensadas de forma fria e unilateral, sem garantias efectivas de protecção, excepto o direito a uma indemnização miserável e um papel para o subsídio de desemprego».
O sindicato reafirmou «a necessidade de derrotar o pacote laboral do Governo PSD/CDS, que visa, entre outras malfeitorias, desproteger, ainda mais, os trabalhadores contra os despedimentos» e apelou a que se crie «uma onda de solidariedade com estes trabalhadores».




