Trabalhadores apontam que Efacec privada é«mal gerida»

Por iniciativa do PCP, a comissão parlamentar de economia ouviu, no dia 14, as organizações representativas dos trabalhadores do grupo Efacec, «empresa única no País», como referiu Alfredo Maia, cujo capital social foi apropriado pelo Estado em 2020, apenas para ser reprivatizado em 2023, a favor da Mutares. «[Essa] era a premissa inicial da intervenção», considerou o deputado.

Na audição, Miguel Ângelo Pinto, do SITE Norte, explicou que os problemas vêm de longe, considerando que «a Efacec tem sido mal gerida pelo sector privado há muitos anos».

Apesar de lembrar que, durante a intervenção pública, o Estado nunca nomeou «nenhum gestor público», e de considerar que «isto nunca foi uma verdadeira nacionalização», o dirigente sindical frisou que, depois da entrada da Mutares, avançou-se numa reestruturação que prejudicou a empresa. Sob esta gestão, inclusive, a Efacec já abandonou projectos importantes (como o H2Driven e a Aliança para a Transição Energética), mudando o seu foco para o sector dos transformadores, considerado menos estratégico.

«Os trabalhadores pagaram a factura desta intervenção», sublinhou o deputado, frisando que «há centenas de trabalhadores que saíram», sendo “substituídos” com o recurso ao trabalho suplementar e subcontratações. Por seu lado, o dirigente sindical criticou as «pressões» para que os trabalhadores aceitassem rescisões de contrato, uma das formas utilizadas pela gestão privada para reduzir os postos de trabalho.

 



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