Milhões nos EUA protestam contra Trump
Milhões de pessoas manifestaram-se, no sábado, 18, em cerca de 2700 cidades e outras localidades nos EUA, numa jornada nacional contra as políticas do presidente norte-americano. Uma jornada de protesto que expressou, em particular, uma profunda rejeição da política cada vez mais autoritária e de abuso de poder por parte da administração norte-americana, presidida por Donald Trump.
Esta que foi a maior mobilização realizada desde o inicio do actual mandato presidencial, em Janeiro de 2025, integrou desfiles, actos culturais e concentrações em ruas, praças e parques. As manifestações ganharam grande dimensão em algumas cidades dos EUA, como Nova Iorque, Boston, Atlanta, Chicago, Los Angeles ou Washington, tendo também sido promovidas concentrações defronte das sede de governo de vários Estados governados por republicanos.
Um dos temas presentes nos protestos foi a perseguição movida pelas autoridades dos EUA aos imigrantes, nomeadamente as violentas rusgas levadas a cabo pelo Serviço de Imigração e Fronteiras. Para muitos dos manifestantes, o actual governo dos EUA abriu as portas a formas de autoritarismo. A jornada de protesto converteu-se, assim, numa denúncia contra o avanço de políticas que ameaçam os direitos e a democracia. Desde as comunidades rurais até aos principais centros metropolitanos, a mensagem foi clara: o povo norte-americano não se deixará governar nem pelo medo, nem pela força.
As manifestações ocorreram no momento de um prolongado bloqueio da acção de muitas das instituições públicas norte-americanas, ainda sem fim à vista, por falta de acordo no Congresso entre democratas e republicanos quanto ao orçamento federal dos EUA, colocando centenas de milhares de famílias sem salário e paralizando muitos dos serviços públicos.
Entre as muitas organizações que apoiaram os protestos contra as políticas da administração Trump encontra-se o Partido Comunista dos EUA. Valorizando o alto nível de participação dos sindicados na jornada de luta, o copresidente do PCEUA, Joe Sims, assegurou que os comunistas participarão na luta contra o ascenso fascista do MAGA (Make America Great Again) [Fazer a América Grande Outra Vez], movimento de extrema-direita que apoia Trump.




