Administração Pública pára dia 24
«Dia 24 de Outubro, vamos lutar pela melhoria das condições de vida e de trabalho na Administração Pública e por melhores serviços públicos para toda a população», apelou a Frente Comum de Sindicatos, no dia 26, após a primeira reunião da negociação geral anual, anunciando uma greve dos trabalhadores da Administração Central, Regional e Local.
O Governo respondeu «com a continuação das políticas de empobrecimento», mas «será a luta dos trabalhadores a determinar o desfecho deste processo», salientou a Frente Comum.
Na véspera, após a cimeira de sindicatos que aprovou a Proposta Reivindicativa Comum (PRC) para 2026, realizou-se uma concentração, junto do Ministério das Finanças, a marcar a entrega do documento ao Governo.
Na ocasião, Sebastião Santana alertou que «aquele pacote laboral vai-nos cair em cima, também, e precisa, desde já, de todo o combate». O coordenador da Frente Comum frisou que «estes mais de 760 mil trabalhadores precisam é de ser valorizados», como se pretende, com os 73 pontos da PRC.
Como prioridades, começou por destacar um aumento intercalar dos salários, ainda antes de Janeiro, para recuperar poder de compra. Para 2026, exige-se aumentos salariais de 15 por cento, com um mínimo de 150 euros e a base remuneratória mais baixa fixada em 1050 euros. Deve ser reposto o vínculo de nomeação definitiva a todos os que exercem funções públicas. Sem excepção, devem ser valorizadas todas as carreiras. Deve ser revogado o SIADAP. Há que adoptar políticas que revertam o caminho de destruição dos serviços públicos.




