A luta vale a pena!
No distrito de Aveiro, as «trabalhadoras do Grupo Inditex/ITX vencem» novamente por força da sua luta e «receberam todos os valores em dívida», destaca o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritório e Serviços de Portugal (CESP). Esta é a segunda vez que a multinacional detentora da Zara, Oysho, Pull&Bear, Bershka, Stradivarius, Zara Home e Lefties deixou de pagar os salários de acordo com o Contrato Colectivo de Trabalho para o Comércio (Retalhista) naquele distrito. «A primeira vez, em 2018, as trabalhadoras fizeram greve e fecharam a loja Lefties, obrigando a empresa a pagar as diuturnidades em falta», recorda o CESP, em comunicado.
No Metropolitano de Lisboa, após as greves parciais de 9 e 11 de Setembro, os trabalhadores reunidos em plenário no dia 24 (que teve efeitos na circulação) votaram pelo encerramento do ciclo negocial do acordo para este ano, «assegurando conquistas fundamentais para todos os trabalhadores» da empresa, como valorizam as organizações sindicais (STRUP, STTM, SINDEM, SITRA e SITESE) num comunicado de dia 26: entre elas, contam-se a fixação do subsídio de refeição para 12 euros, o limite máximo de 37h30 de horário semanal e a atribuição de um ponto suplementar e letra B (chefias) a todos os trabalhadores. Os sindicatos valorizam a participação «exemplar» dos trabalhadores no plenário e a votação «muito expressiva» a favor da assinatura do acordo, no que consideram ser um «sinal claro de confiança e determinação».
Até 31 de Outubro será entregue à administração do Metro a proposta reivindicativa para 2026. Segundo afirmou à Lusa Anabela Carvalheira, dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o aumento dos salários estará em destaque entre as exigências, face ao que a sindicalista considera ser a política de «pagar quanto menos melhor», aplicada pela empresa.
O Ministério das Infra-estruturas e Habitação autorizou a CP a implementar o acordo sobre a reestruturação das carreiras, que garantirá um novo aumento aos trabalhadores (com efeitos a 1 de Janeiro de 2025), acrescendo aos 34 euros resultantes do acto de gestão. Serão ainda actualizados os salários em quatro por cento com efeitos a 1 de Julho, valoriza a FECTRANS. Na antevéspera do despacho do Governo, um conjunto de 15 sindicatos tinha criticado a «demora injustificada na aplicação do acordo alcançado para a reestruturação das tabelas salariais», que resultou de um «processo longo e exigente, iniciado em 2024». Os sindicatos garantiam então não aceitar mais adiamentos.
Também na Rodoviária de Lisboa, a «determinação e empenho dos trabalhadores» deram frutos, com a empresa a mostrar disponibilidade para ir ao encontro de algumas das suas reivindicações, pelo que a greve marcada para 26 de Setembro acabou por ser desconvocada. Valorizando o que foi já alcançado, desde logo a solução temporária para a tomada de refeições junto ao Continente de Loures e a colocação de equipamentos em determinados parques, o STRUP assume ser necessário continuar a luta, nomeadamente pela valorização salarial, o aumento do subsídio de refeição e a melhoria das condições de trabalho.
Também o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira (STRAMM) destacou o «aumento histórico», na ordem dos 1340 euros anuais, alcançado pelos motoristas de pesados de passageiros do sector privado, agora equiparados aos do sector público, após uma reunião com a Associação Comercial e Industrial do Funchal.
Ainda no mês de Agosto, a greve dos trabalhadores do Grupo Celeste, convocada pelo SINTAB para 8 e 9 desse mês, foi desconvocada face à disponibilidade manifestada pela empresa do sector da panificação, pastelaria e refeições pré-preparadas – com unidades em Guimarães, Caldas da Rainha e Ermesinde – para atender às exigências dos trabalhadores. O Grupo Celeste assegurou o pagamento do salário de Julho nos moldes habituais, bem como do subsídio de férias e dos retroactivos resultantes do acordo de revisão do contrato colectivo de trabalho do sector da panificação, que entrou em vigor em Setembro de 2024.
Foi publicado o novo acordo de empresa da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), que garante direitos superiores aos previstos do acordo geral do sector, valoriza o SINAPSA. Falta ainda, garante o sindicato, integrar a nova estrutura de carreiras e funções.




