PCP presente na ManiFiesta


Oostende acolheu, nos dias 13 e 14, mais uma edição da ManiFiesta, promovida pelo Partido do Trabalho da Bélgica (PTB), com milhares de participantes. A ManiFiesta contou com diversos momentos de debate e múltiplos espaços dinamizados pelas organizações regionais do PTB, pela organização de juventude, mas também por estruturas sindicais e organizações não-governamentais. Havia ainda espaços dedicados aos livros, espectáculos e animação.

No comício, o presidente do PTB, Raoul Hedebouw, referiu-se às acções contra a reforma do sistema de pensões proposta pelo governo De Wever-Bouchez, exigindo a sua rejeição. Querem roubar as pensões para comprar mais armamentos, incluindo 34 mil milhões para gastar nos F35 norte-americanos, denunciou, garantindo tratar-se de opções políticas e não de falta de dinheiro: «Esta é a visão de De Wever e Bouchez para a sociedade: uma sociedade que serve os mais ricos e que dá prioridade à guerra.»

A hegemonia dos EUA, considerou, «está a ser desafiada» e a UE «está a afundar-se cada vez mais numa crise», sendo este o momento escolhido pelas forças da reacção para espalharem a divisão, o nacionalismo e o racismo. Mas é, também, uma situação em que «se podem dar grandes passos na luta e na consciencialização da classe trabalhadora e da juventude».

Se um grande número de pessoas «está indignado, perdido e à procura de alternativas ao modelo de sociedade vigente», constatou Raoul Hedebouw, «nós temos uma para oferecer: socialismo, uma sociedade da classe trabalhadora, justiça social e paz».

Encontro multilateral

O PCP participou, dia 12, num encontro promovido pelo PTB, intitulado “Um mundo em guerra e crise, um mundo de resistência e alternativas”. Participaram partidos comunistas oriundos da América Latina, Ásia, Europa e Médio Oriente, contando igualmente com a participação de Peter Mertens e Benjamin Pestieau, Secretário-Geral e vice-Secretário-Geral do PTB.

Na sua intervenção, e entre outros aspectos, o PCP apontou as principais tendências que considera estarem a marcar os desenvolvimentos da situação internacional, nomeadamente: a crise estrutural do capitalismo; o processo de rearrumação de forças no plano mundial, em que assume importante papel a China; a ofensiva exploradora e agressiva do imperialismo, liderada pelo imperialismo norte-americano; e a luta dos trabalhadores e dos povos.

O PCP sublinhou a importância do desenvolvimento da luta dos trabalhadores pelos seus direitos, assim como da luta pela paz e da ampliação da solidariedade internacionalista, nomeadamente com o povo palestiniano, com Cuba e outros povos e países alvo da ingerência e agressão do imperialismo.

 



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