Fortes lutas em França contra ataque a direitos
O movimento sindical em França advertiu o novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que serão convocadas mais manifestações de protesto se o governo francês ignorar as exigências dos trabalhadores.
Grande mobilização em França nas greves e manifestações contra as políticas do governo
Dirigentes da Intersindical, que reúne as oito principais centrais sindicais de França, reuniram-se em Paris na sexta-feira, 19, um dia depois da grande mobilização nacional contra as políticas económicas e sociais do governo, jornada que levou às ruas uma muito grande participação popular.
Os responsáveis sindicais apresentaram a Lecornu um prazo (até ontem, dia 24) para responder às suas reivindicações, como a revogação das alterações introduzidas no sistema de reformas e das medidas inscritas no orçamento do Estado para 2026 que atacam os salários e os direitos dos trabalhadores. «A bola está no campo do primeiro-ministro, se não responder decidiremos uma nova jornada de greves e manifestações», avisaram os sindicatos.
Lecornu substituiu François Bayrou, à frente do governo, que apresentou a demissão ao presidente Emmanuel Macron depois de ter visto chumbada no parlamento, no dia 8, uma moção de confiança.
A jornada de dia 18 fez-se sentir fortemente em sectores como os transportes públicos, a saúde, a educação e a cultura. Aumentos salariais, a revogação do novo sistema de reformas e a rejeição de cortes nos direitos laborais e sociais estão entre as principais reivindicações dos sindicatos, que rejeitam desde já a anunciada “austeridade” a ser suportada por quem trabalha.




