Luta nas misericórdias por novo AE e contra perda de 154 euros

Os trabalhadores das misericórdias, em greve no dia 8, estiveram, nessa data, em protesto à porta da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e do Ministério do Trabalho, por mais salários e contra cortes nos direitos.

Todos os anos tem sido necessário recorrer à greve e a outras formas de luta

O protesto, que contou com largas dezenas de trabalhadores da UMP e das santas casas, teve início à frente da sede desta estrutura, rumando ao ministério da tutela. Aqui, foram entregues resoluções aprovadas pelos trabalhadores.

De acordo com o CESP, em concreto, os trabalhadores da UMP lutam contra os sucessivos atrasos na negociação com o sindicato da CGTP-IN de um novo acordo de empresa (AE), que a estrutura representativa das santas casas se recusa a enviar, reivindicando o aumento dos salários com retroactivos desde Janeiro (tal como foi feito no ano passado).

«O Governo já assinou os protocolos de cooperação para 2025, o que significa que a UMP está a receber apoios para a actualização dos salários dos seus trabalhadores desde Janeiro – contudo, ainda não nos enviou qualquer contra-proposta para a revisão do AE», denuncia o CESP, em nota divulgada no dia 8.

Em declarações à imprensa, Catarina Fachadas, dirigente do sindicato, lamentou que, «todos os anos […] tem sido necessário recorrer à greve e a outras formas de luta». Assim foi feito, recordou, no ano passado, quando só «depois de uma greve em Maio, a UMP aumentoui os seus trabalhadores com efeitos a Janeiro».

Governo quer cortar direitos

Por seu lado, os trabalhadores das santas casas da misericórdia (representadas, a nível nacional, pela UMP) lutam contra os dois projectos de portaria anunciados pelo Governo que, na prática, significam a retirada de direitos conquistados e a imposição do contrato colectivo de trabalho, rejeitado pelo CESP, aos sócios deste sindicato.

Estas portarias, denuncia a organização sindical, significam perdas salariais de até 154 euros, retirando o complemento salarial das diuturnidades e o pagamento a dobrar do trabalho em dias feriado.

«Não aceitamos andar para trás!», sublinha o CESP, referindo que, por isso, os trabalhadores da UMP e das santas casas estarão à porta do Ministério do Trabalho (onde decorre a negociação com a estrutura representativa das misericórdias) todas as semanas até que sejam obtidas respostas. Por isso, já na próxima semana, no dia 14, está agendado novo protesto em frente da tutela.

 



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