Contra velhos problemas nova greve na Sumol+Compal

Os trabalhadores da Sumol+Compal, em Almeirim, iniciaram, anteontem, uma greve de dois dias,pelo aumento dos salários, a valorização da carreira profissional e a negociação do caderno reivindicativo.

São muitas as razões que levaram os trabalhadores à luta

Os trabalhadores, organizados no STIAC/CGTP-IN, voltaram à luta por melhores condições de trabalho após terem realizado uma greve no passado mês de Maio.

Desde o aumento salarial em paridade, as 35 horas semanais e os 25 dias de férias, a celebração de um acordo de empresa e a negociação de um contrato colectivo de trabalho, à actualização do subsídio de refeição, são muitas as razões que levaram os trabalhadores a decidir e aderir à luta.

Em greve, os trabalhadores estiveram também concentrados, na manhã de terça-feira, no Parque da Zona Norte. Em declarações ao jornal «O Almeirinense», o dirigente sindical Marcos Rebocho afirmou que a ausência das negociações do CCT fez com que «1200 trabalhadores em seis unidades da empresa», desde 2009, perdessem «progressão na carreira».

Desta acção saiu uma moção entregue à empresa, a marcação de um plenário para Setembro e uma nova greve para Outubro.

Observadores meteorológicos

Já amanhã, sexta-feira, serão os trabalhadores do IPMA a avançar com uma greve pela integração de todos os observadores meteorológicos/geofísicos do instituto na carreira técnica superior, a abertura imediata de procedimentos concursais e pelo reforço do serviço público de meteorologia.

Desde 2008, com o início do processo de extinção da carreira, o IPMA «contrata trabalhadores para as carreiras gerais», «dando-lhes a formação específica adequada». Como denuncia, em comunicado, a FNSTFPS/CGTP-IN, esta decisão «criou uma situação de grande desigualdade entre trabalhadores».

 



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