Venezuela denuncia ingerência dos EUA com vista a desestabilizar o país

Em Caracas, a Assembleia Nacional da Venezuela denunciou as novas acções de ingerência dos Estados Unidos da América (EUA) visando desestabilizar a paz, a tranquilidade e a consolidação da prosperidade do povo venezuelano.

Autoridades venezuelanas rejeitam «tentativa de agressão delirante» dos EUA contra o Presidente Nicolás Maduro

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, expressou em comunicado a rejeição do parlamento venezuelano face às absurdas acções anunciadas pela procuradoria-geral dos EUA, considerando-as «sob todos os pontos de vista ilegais e sem nenhum tipo de fundamento real além da tentativa de agressão delirante contra o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, e o povo rebelde e valente» da Venezuela.

O texto divulgado sublinha que o Presidente da República Bolivariana da Venezuela é «o garante dessa paz, protector da sólida democracia que nos ampara e líder que conduz com mão firme o Estado de direito e de justiça» nos termos que estabelece a Constituição nacional do país. E reafirma que «o Parlamento, legitimamente eleito e plural apoia o presidente constitucional e expressa a mais absoluta convicção de acompanhá-lo na defesa da pátria».

O documento, divulgado no dia 9, destaca que as operações impulsionadas pela Administração norte-americana procuram novamente dar alento aos grupos de extrema-direita fascizante no país sul-americano e na região, para que retomem a violência. «Aos que promovem o ódio e o caos, dizemos claramente: a Venezuela não se rende, com a unidade cívico-militar-policial defenderemos a nossa independência e o caminho para o país próspero, justo e equitativo que legaremos às próximas gerações».

Forças Armadas em defesa da paz
A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) declarou-se em alerta para neutralizar qualquer acção que ponha em risco a estabilidade e paz no país, depois dos EUA terem oferecido 50 milhões de dólares por informações que possam levar à detenção do Presidente Nicolás Maduro.

O ministro do Poder Popular para a Defesa, Vladimir Padrino López, declarou que, em perfeita fusão popular, militar e policial, continuarão a defender a liberdade, a independência e a soberania da Venezuela.

O Governo venezuelano desmente a existência de um alegado cartel de narcotráfico com ligações às autoridades da Venezuela, como foi falsamente veiculado pela Administração norte-americana. A propósito, o ministro Padrino López assegurou que os organismos de segurança mantêm uma luta frontal contra o narcotráfico, desde 2012, o que permitiu deter 300 aeronaves dedicadas a esse delito e, em 2025, apreender mais de 51 toneladas de drogas, assim como destruir veículos e maquinaria empregados para o tráfico de substâncias ilegais.

«Aqui não operam nem bandos criminosos (,,,) nem tão-pouco existem cartéis nem chefes mafiosos», afirmou o governante venezuelano.

EUA ameaçam intervir militarmente noutros países
A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou a intenção do Presidente Donald Trump de enviar tropas norte-americanas para outros países a pretexto do combate ao crime organizado e assegurou que os EUA não vão entrar no México com militares. «Não haverá invasão», garantiu.

Segundo a imprensa norte-americana, Trump assinou uma directiva secreta autorizando o envio de efectivos militares para desmantelar grupos dedicados ao narcotráfico e a outros delitos, os quais qualificou como organizações terroristas.

Alegadamente, a directiva secreta bastaria para dar suporte legal a operações militares norte-americanas noutros países, sem o prévio consentimento destes.

 



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