Trabalhadores da Boeing em greve

Nos EUA, mais de 3.200 trabalhadores da Boeing, que fabricam caças a jacto em três fábricas no Missouri e em Illinois, entraram em greve no dia 4.

Mais de 3200 trabalhadores em greve por melhores salários e condições laborais

Esta greve, promovida pela Associação Internacional de Maquinistas e Trabalhadores Aeroespaciais (IAM), ocorre depois dos trabalhadores rejeitaram as ofertas contratuais apresentadaspela Boeing em 27 de julho e em 3 de Agosto.

«Os nossos membros têm todo o direito de exigir um contrato digno», afirmou o presidente da IAM, citado pelo Peoples’s World. «Estaremos presentes nas linhas de piquete, garantindo que a Boeing ouça o poder colectivo dos trabalhadores», assegurou.

A mais recente proposta da Boeing incluía um aumento salarial de 20% ao longo de quatro anos – apesar de, nos últimos quatro anos, a taxa de inflação ter sido de 21,2% –, um bónus e melhorias modestas nos benefícios dos trabalhadores.

No entanto, os trabalhadores consideram que a proposta não compensa décadas de salários estagnados e de benefícios desvalorizados e que impõe congelamentos salariais aos trabalhadores com mais antiguidade.

Com a Boeing a reportar 22 mil milhões de dólares em receitas no último trimestre, incluindo um aumento de oito por cento nas vendas de âmbito militar, os trabalhadores recusam-se a aceitar outra proposta injusta.

A sua determinação é reforçada pela greve de 2024 em Seattle, onde 32000 mecânicos da Boeing conseguiram conquistar importantes reivindicações, após uma greve que durou sete semanas.

 



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