Acordo entre EUA e UE - primeiros impactos na economia alemã
A pretexto das novas taxas aduaneiras impostas pelos Estados Unidos da América e aceites pela União Europeia, no recente acordo celebrado entre os EUA e a UE, o grupo alemão Volkswagen anunciou o corte de 33 mil postos de trabalho até 2030, incluindo 1900 na sua filial Porsche.
A companhia Mercedes-Benz também avalia reduções que podem alcançar 20 mil postos de trabalho, embora a empresa se abstenha de confirmar números exactos.
Admite-se que as taxas aduaneiras de até 27,5% para veículos europeus importados pelos EUA possam ter um impacto na indústria automóvel alemã, mesmo que estas taxas possam vir a baixar no futuro para 15%, elas superam níveis históricos.
Perante o acordo EUA-UE, as empresas automóveis alemãs abandonaram os seus planos de expansão para território norte-americano, incluindo uma nova fábrica da Audi.
No passado dia 27 de Julho, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente norte-americano, Donald Trump, chegaram a um acordo segundo o qual se aplicará uma taxa aduaneira de 15% a quase todas as exportações da UE para os EUA. Além disso, a UE comprometeu-se a comprar aos EUA grandes quantidades de hidrocarbonetos no valor de 750 mil milhões de euros, a investir 600 mil milhões de euros nos EUA e a adquirir centenas de milhares de milhões em armamentos norte-americanos.
O acordo não inclui a eliminação de tarifas norte-americanas de 50% sobre o aço e o alumínio, taxas essas que, eventualmente, poderão ser reduzidas em novas negociações.




