Investimento público atinge níveis sem precedentes em Setúbal
«Temos hoje, comprovadamente, um nível sem precedentes de investimento público e privado no nosso concelho», destacou André Martins, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, na apresentação do presta contas da CDU.
Permanente contacto com as populações e os trabalhadores das autarquias
O presta contas foi divulgado, dia 1 de Outubro, no Forte de S. Filipe, e contou com a participação dos presidentes e representantes das juntas de freguesia de São Sebastião, Sado, Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, Azeitão e da União de Freguesias de Setúbal. Na mesa, além de André Martins, estiveram os membros do executivo municipal, vereadores Carla Guerreiro, Carlos Rabaçal, Pedro Pina e Rita Carvalho, e o presidente da Assembleia Municipal, Manuel Pisco Lopes.
A iniciativa coincidiu com o arranque «de uma jornada de contacto com as populações, freguesia a freguesia, para aí dar também a conhecer o balanço do trabalho realizado e o que contamos ainda realizar em cada um desses territórios», revelou André Martins, frisando ser «uma das regras da CDU e do nosso trabalho colectivo».
Relativamente ao investimento público, o presidente do município recordou que Setúbal é a «terceira autarquia do País com maior volume de candidaturas do Plano de Recuperação e Resiliência aprovadas», com 151 milhões de euros para aplicar em obras «úteis e imprescindíveis» como «a reabilitação e construção de habitação, novas escolas, novos centros de saúde ou novos equipamentos para a prática do desporto».
Entretanto, este investimento feito ao longo dos anos pela gestão dos executivos da CDU tem garantido «atractividade nas opções que os investidores privados têm feito», sendo essa uma das razões que colocam Setúbal «numa época sem precedentes na procura pelo investimento privado em várias áreas capazes de gerar mais emprego» e «mais riqueza», assegurou André Martins.
Transferências para as freguesias
Além do investimento público em áreas como a educação, a saúde, a cultura, o desporto, o ambiente, a mobilidade e o transporte, o movimento associativo e a habitação «em valor muito superior a qualquer outro mandato CDU», André Martins informou que neste mandato foi duplicado «o valor das transferências financeiras» para as juntas de freguesia do concelho, para que possam exercer, com os devidos meios, «as competências municipais que lhes foram entregues».
«Hoje, a Câmara Municipal transfere um valor de mais de dez milhões de euros para as freguesias do concelho, um valor nunca alcançado em qualquer mandato», reforçou o presidente.
Obras que fazem falta às populações
Sobre as «obras que realmente fazem falta às nossas populações», André Martins destacou a realização dos centros de saúde de Azeitão (já construído) e da Bela Vista (em construção); do Centro Escolar Barbosa du Bocage (já bastante visível) e da escola de primeiro ciclo e pré-escolar na Quinta da Amizade (em fase de procedimento); a construção do auditório cultural em Brejos de Azeitão (já adjudicado) e a requalificação da Casa Luísa Todi (em procedimento para concurso); o pavilhão desportivo nas Manteigadas (já adjudicado) e o Campo das Pedreiras, no Viso (em fase de procedimento concursal); as obras de qualificação do Parque da Várzea, do Parque da Bela Verde da Bela Vista e do Parque Verde da Quinta da Amizade (em fase de procedimento concursal); o continuado investimento da Câmara Municipal no incentivo à utilização do transporte público e as obras na Avenida dos Ciprestes e na Avenida de Moçambique (esta em fase de concurso).
No movimento associativa referiu, além do apoio tradicional à actividade, o apoio à construção ou beneficiação das sedes de 30 associações, e na habitação, além da requalificação de centenas de habitações municipais, a adjudicação em hasta pública para a construção de 168 novos fogos para venda em regime de custos controlados.
Municipalização da água
«A par destes investimentos sem precedentes em mandatos anteriores, já cumprimos o nosso compromisso de municipalização da água, com redução de valor do custo de água ao consumidor em cerca de 20 por cento», garantiu o presidente da autarquia, recordando que aquele «serviço essencial» esteve por 25 anos «na mão dos privados por decisão daqueles que, hoje, à pressa e de forma desastrada, tentam apagar as exclusivas responsabilidades que tiveram neste processo». «Graças a esta alteração foi possível avançar com a histórica obra do saneamento na freguesia de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra», sublinhou.