João Oliveira na Madeira avalia impacto dos incêndios
Na sexta-feira, a CDU organizou, com o deputado do PCP no Parlamento Europeu (PE), João Oliveira, uma jornada de contactos com as populações e uma visita às áreas atingidas pelos incêndios de Agosto na ilha da Madeira.
As consequências dos incêndios ainda continuam bem à vista
No final desta jornada, no Curral das Freiras e na Serra de Água, João Oliveira apelou à urgente intervenção do Estado português junto da União Europeia para que sejam canalizadas verbas para socorrer as populações da ilha da Madeira.
«Passados quase dois meses dos incêndios da Madeira, as consequências ainda continuam bem à vista», nomeadamente a «destruição» da floresta e das actividades silvícola, pecuária e apícola, com as populações e a economia [em alguns casos comprometida] a não verem reparados os «prejuízos que os incêndios lhes causaram», apontou o deputado do PCP. Neste sentido, reforçou, é preciso que «as autoridades nacionais, quer o Governo Regional, quer o Governo da República, dêem uma resposta que permita a recuperação da actividade económica e da vida social» e que «sejam mobilizados os fundos que estão disponíveis para isso, inclusivamente a nível europeu», como o Fundo de Solidariedade.
Para João Oliveira, a «recuperação» daquilo que foi destruído deve ser feita «de forma a que no futuro as consequências dos incêndios possam ser mitigadas ou prevenidas, particularmente tomando medidas para reduzir o risco das consequências dos incêndios para as populações e para a actividade económica». Neste conjunto de «medidas imediatas e urgentes», também «não podem ser esquecidas as cheias no Inverno, porque os incêndios destruíram aquilo que eram as condições naturais para reter a água».
Combater e prevenir
No PE, o deputado comunista salientou ser «preciso falar dos incêndios para tratar das soluções para os combater e, sobretudo, prevenir». «São necessários mais fundos e o reforço da cooperação entre Estados é importante», afirmou, destacando a necessidade de valorizar «os bombeiros, a sua capacidade de intervenção, as suas condições socioprofissionais, o seu futuro», bem como «a agricultura, a agropecuária, a exploração florestal, garantindo rendimentos justos aos produtores e ocupando o território de forma equilibrada e sustentável».
No imediato, «é urgente compensar prejuízos e revitalizar actividades económicas, reforçando e mobilizando fundos nacionais e europeus», apelou.