Lisboa aprova proposta do PCP para homenagear Carlos Paredes

Na Assembleia Municipal de Lisboa de 10 de Setembro foi aprovada uma proposta do PCP que recomenda a Câmara a homenagear os 100 anos de Carlos Paredes com a construção de uma escultura em forma de guitarra portuguesa.

 

No ano de 2025 comemora-se os 100 anos do nascimento de Carlos Paredes

Segundo a proposta, aprovada por unanimidade, a escultura deverá ser colocada em Benfica, uma vez que Carlos Paredes – que nasceu em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1925, no seio de uma família de outros grandes guitarristas, nomeadamente o seu pai Artur Paredes, com quem deu os primeiros acordes e que acompanhou durante algum tempo – cresceu e viveu, a partir de 1934, naquela freguesia lisboeta.

«Em 1949 inicia uma colaboração regular num programa de Artur Paredes na Emissora Nacional e termina os estudos secundários num colégio particular. Teve aulas de canto na Juventude Musical Portuguesa e tornou-se, em 1949, funcionário administrativo, como arquivista de radiologia, no Hospital de São José, actividade que sempre desempenhou com gosto e dedicação», recorda a recomendação, onde se dá conta da luta antifascista travada pelo músico, que se tornou militante do PCP em 1958, sendo nesse mesmo ano preso pela PIDE, tendo enfrentado a tortura nas prisões fascistas do Aljube e Caxias. Em 1959 é libertado e expulso da função pública, na sequência de julgamento. «A militância política activa acompanhou Carlos Paredes toda a vida», destaca o texto.

Em 1962 é convidado pelo realizador Paulo Rocha para compor a banda sonora do filme «Os Verdes Anos», tendo recebido um reconhecimento especial por esse trabalho. «Paredes fez da guitarra e das suas composições o instrumento de intervenção na luta pela liberdade e contra a instrumentalização da cultura pelo fascismo» e «lutou antes do 25 de Abril, mas também depois do 25 de Abril, pela consolidação das conquistas de Abril, pela defesa do regime democrático, pela democratização da cultura», destacam os comunistas, referindo-se ao «artista de fortíssima e única personalidade, cidadão fraterno do dia-a-dia das nossas vidas», que «foi também um artista humilde, generoso, uma inteligência e uma sensibilidade aberta».

Na recomendação refere-se também que após a Revolução de Abril, Carlos Paredes «começou a frequentar alguns dos grandes palcos internacionais» e a sua carreira e obra «foram reconhecidas finalmente em 1990 quando lhe foi atribuída uma bolsa cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e em 1992, quando foi agraciado com a Comenda da Ordem de Santiago de Espada».

 

Comunistas preocupados com segurança rodoviária

Na passada semana, os vereadores do PCP propuseram que a Câmara Municipal de Lisboa obtenha, junto da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária – ANSR, do Instituto da Mobilidade e dos Transportes – IMT e da Prevenção Rodoviária Portuguesa – PRP os pareceres destas entidades sobre a interferência dos painéis publicitários multimédia de grandes dimensões na segurança rodoviária. São disso exemplo os equipamentos instalados nas bermas da Segunda Circular, Avenida Lusíada ou Avenida Padre Cruz.

Na proposta refere-se que os painéis «têm dimensões muito superiores ao habitual, ao que acresce a sua vertente multimédia, que capta muito mais atenção dos condutores». «Ora, diversos munícipes e entidades têm publicamente manifestado a sua preocupação

no que respeita ao impacto destas estruturas na segurança rodoviária», advertem os eleitos do PCP, considerando que o município de Lisboa «não deve ficar expectante que a experiência venha a responder à questão, ou seja aguardar que ocorram acidentes rodoviários».

 



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