Nome indicado pelo Governo para a UE evoca «período de má memória»

Paula Santos, líder parlamentar do PCP, fez, no dia 28, na Assembleia da República (AR) uma declaração à imprensa sobre a indicação, pelo Governo, de Maria Luís Albuquerque para a Comissão Europeia.

Ex-ministra tem responsabilidades no período danoso do Governo Passos/Portas

«O que importa relativamente a esta matéria é saber que políticas é que Maria Luís Albuquerque pretende desenvolver», confirmou a deputada comunista, elencando um conjunto de áreas prioritárias para o Partido, como o aumento de salários e pensões, assegurar o direito à habitação, e dar respostas aos problemas dos serviços públicos e dos MPME.

A líder parlamentar e membro da Comissão Política do Comité Central lembrou que toda a gente já conhece Maria Luís Albuquerque, que foi ministra das Finanças no Governo Passos/Portas no período da troika, «um período de má memória para os trabalhadores e o povo português».

Paula Santos referiu que o PCP só pode ver esta nomeação com «preocupação e inquietação», pelas opções que a antiga governante tomou, danosas aos interesses dos trabalhadores, do povo e do País: cortes nos salários e pensões, ataques aos serviços públicos, desvio de recursos do Estado para pagar os prejuízos do BES ou a privatização de empresas e sectores estratégicos, como foi o caso dos CTT.

Audição na AR
Paula Santos afirmou, também, que o PCP não se oporá a uma possível audição de Maria Luís Albuquerque na AR, mas frisou que, havendo essa possibilidade, «talvez possa ser uma boa oportunidade para a confrontar com estas opções políticas, e de ficar mais claro aos olhos de todos aquilo que defende e as responsabilidades que teve na degradação das condições de vida do povo português».

No entanto, sublinhou, não será uma audição que vai alterar o posicionamento dos comunistas. Sobre o Governo não ter ouvido os demais partidos antes da escolha do nome da ex-ministra, a deputada comunista lembrou que este como outros procedimentos ao nível das instituições da UE «são o que são».

 



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