Comunistas exigem a conclusão do IC3 e nova ponte na Chamusca

O Executivo da Direcção da Organização Regional de Santarém (DORSA) do PCP dá conta da entrada na Assembleia da República de um projecto de resolução sobre a conclusão do IC3 e construção de uma nova ponte na Chamusca.

Resposta às exigências de mobilidade e de desenvolvimento da região

No documento apresentado pelos deputados do PCP refere-se que a ponte Dr. João Joaquim Isidro, conhecida como ponte da Chamusca, «é um eixo rodoviário de grande importância para a região de Santarém, sobretudo para os concelhos da Chamusca e Golegã, sendo a única alternativa viária para as populações locais e as inúmeras empresas que operam na região».

«O facto de ser uma infra-estrutura de 1909, com uma faixa de rodagem estreita (facto agravado por servir um número crescente de veículos pesados) e graves problemas estruturais (como um arco partido e o asfalto incapaz de resistir às variações climáticas), coloca problemas de segurança e de mobilidade para todos os utilizadores», refere-se no projecto de resolução, que dá ainda conta da existência do Ecoparque do Relvão, «implicando grandes necessidades de circulação de veículos pesados e um número significativo de empresas que não podem deixar de recorrer a esta travessia».

Os problemas na antiga ponte têm sido denunciados por numerosas tomadas de posição de comissões de utentes, autarquias e associações empresariais da região. A própria Assembleia da República aprovou uma resolução em 2018 prevendo medidas para a travessia entre a Chamusca e a Golegã.

Os deputados do PCP avançam que a «solução duradoura deste problema» terá de passar por uma nova travessia, integrante do IC3, cuja construção deveria ter sido, de há muito, concretizada». Na resolução, apela-se à adopção de medidas para a conclusão dos troços em falta do designado IC3, iniciando este procedimento até ao final de 2025, e que se atribua «prioridade nos investimentos da empresa pública Infra-estruturas de Portugal, previstos para 2025, à construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã».

No dia 30 de Julho, a DORSA relembrou ainda que o actual primeiro-ministro, Luís Montenegro, em deslocação ao distrito em plena campanha eleitoral, esteve junto à ponte da Chamusca, caracterizando o atraso na concretização do projecto como incompreensível e garantindo – como outros dirigentes do PSD e do PS antes tinham feito enquanto candidatos – que se fosse eleito não necessitaria de muito tempo para avançar com a empreitada.



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