Um compromisso com o povo e o País
Quando nos perguntam quais são as nossas prioridades para o mandato no Parlamento Europeu que agora se inicia parece haver algum espanto com a resposta de que as nossas prioridades são exatamente aquelas que identificámos no compromisso com que nos apresentámos às eleições.
É como se tudo aquilo que andámos a discutir durante a campanha eleitoral verdadeiramente só tivesse servido para disputar votos, sem qualquer validade para lá da disputa eleitoral.
Não pode ser assim. Não podemos aceitar que o discurso e as propostas defendidas em tempo de campanha eleitoral se transformem em coisa do passado, por cima da qual pode passar tudo em sentido contrário.
Pelo menos para nós não é assim. O PCP tem um compromisso com o povo e o País que foi apresentado na campanha eleitoral e que serve de critério e referência para a acção concreta que iremos agora assumir com a nossa intervenção no Parlamento Europeu.
É um compromisso com a defesa e o aprofundamento dos direitos sociais e laborais; com uma política de desenvolvimento e soberania; com a luta pela igualdade, a liberdade e a democracia; com a defesa da sustentabilidade ecológica, mitigação e adaptação às alterações climáticas ; com a luta pela paz, a solidariedade e a cooperação.
Estas linhas gerais desdobram-se em muitas dezenas de propostas e iniciativas concretas que dão corpo a uma política de defesa dos interesses nacionais. Na luta pela paz, pelo aumento dos salários e a melhoria das condições de vida do povo, pela garantia dos direitos à habitação, à saúde, à educação ou à segurança social, pelo reforço do investimento público e a melhoria dos serviços públicos, pelo aproveitamento das capacidades produtivas do país para criar emprego, criar riqueza e desenvolver a economia nacional, por políticas de verdadeira coesão económica, social e territorial, pelo combate aos privilégios dos grupos económicos e das multinacionais, pelo combate à corrupção.
Tudo isso há-de ter expressão na intervenção no Parlamento Europeu em função da necessidade de resposta aos problemas do povo e do País, de uma política de desenvolvimento nacional, do direito soberano do povo decidir do seu futuro e de o construir com mais democracia, liberdade, progresso e justiça social.
Não se trata de apenas fazer diferente de quem tudo promete e nada cumpre. Trata-se de dar continuidade a um trabalho de décadas que mostra que aqui o compromisso é mesmo para valer na vida do povo e do País.