Acordo na CP alcançado após primeiro dia de greve

Os trabalhadores da CP conseguiram chegar a um acordo de princípio com a administração da empresa, no sentido da valorização das suas carreiras e salários, informaram os sindicatos na terça-feira à noite.

Negociações serão retomadas com a CP pela valorização de carreiras e salários

Foi alcançado, afirmaram as organizações sindicais envolvidas (entre as quais o SNTSF, da FECTRANS e da CGTP-IN), o «acordo possível neste momento», que cria melhores condições para retomar as matérias importantes, sendo cancelado o segundo dia de greve, marcado para ontem. Da parte da administração, ficou assumido que serão retomadas negociações na última semana de Setembro.

Os sindicatos acordaram com a empresa que a revisão das grelhas salariais deverá garantir a valorização de todos os trabalhadores e assegurar regras de transição que não frustrem as actuais expectativas dos ferroviários e que considerem a sua antiguidade.

Além disso, foi também acordado dar continuidade ao acerto nos conteúdos funcionais das carreiras, assumindo-se que as novas categorias sejam de acesso voluntário, com a garantia da progressão e do exercício das mesmas funções.

A administração aceitou ainda implementar o acordo de Maio de 2023, unificando os prémios anuais de produtividade e revisão para igual valor do prémio da carreira de condução, além de actualizar os índices salariais em mais de 1,5 por cento e subir o valor do subsídio de refeição para 9,20 euros, já em Agosto.

Da acta da reunião com os sindicatos ficou igualmente firmado o compromisso da CP em considerar a participação no plenário de dia 11 como falta justificada.

Em causa, no início da acção de luta, esteve a tentativa, por parte da administração, de impor um novo regulamento de carreiras, que os trabalhadores não aceitaram.

Empresarialização recusada
Por fim, também no dia 19, os trabalhadores dos SMTUC(Coimbra) reuniram-se em plenário de acordo com o STAL, que convocou o plenário. Os trabalhadores recusaram apresentar uma proposta para a transformação do serviçonuma empresa municipal, face a um pedido da administração.

De acordo com o sindicato, a principal preocupação prende-se com o facto de que, para a empresa funcionar, tem de dar lucro, e se não der, ao fim de dois anos, tem de ser extinta.

 

No rio e na estrada, a luta avança

No Grupo EVA (do universo Barraqueiro), foram convocados plenários de trabalhadores, para os dias 22 (Portimão e Lisboa Sete-Rios), 23 (Lagos) e 24 (Albufeira), estando, ainda, agendadas reuniões para hoje (Faro) e amanhã (Vila Real).

Na Transtejo-Soflusa, os trabalhadores estarão em greve (de três horas por turno), entre os dias 29 de Julho e 2 de Agosto, pela actualização das tabelas salariais e admissão de efectivos em falta.

Também na Carris, os trabalhadores realizaram greves parciais entre os dias 15 e 19, com adesão de 90 por cento, por aumentos salariais e 35 horas semanais.

Já na STCP, a greve, com adesão de 75 por cento, durou todo o dia de segunda-feira, com os trabalhadores a exigirem aumentos salariais de oito por cento (acima dos 4,7 apresentados pela administração).

 



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