Na Foz do Arelho, destaca-se a alternativa que se impõe

No domingo, realizou-se a já habitual Festa de Verão na Foz do Arelho, Caldas da Rainha, que juntou centenas de militantes e amigos do PCP, e contou com a participação do Secretário-Geral do Partido.

«A vida não pára, como não pára a urgência da vida justa e melhor a que temos direito»

A Festa de Verão na Foz do Arelho já se tornou uma iniciativa tradicional para a região, juntando centenas de camaradas e amigos em ambiente de alegria e convívio

«Aqui estamos, neste belo convívio, nesta Festa de Verão e, para muitos, uma época de férias», começou por afirmar Paulo Raimundo, lembrando, no entanto, que, «como sabemos por experiência acumulada, os problemas, infelizmente, não tiram férias».

E reforçou que as muitas dificuldades sentidas pelos trabalhadores e o povo «estão aí, todos os dias»: baixos salários e pensões; rendas e prestações «que não se aguentam»; despejos que continuam; degradação do SNS e demais serviços públicos; precariedade, horários desregulados, falta de tempo, obstáculos à conciliação da vida profissional e pessoal.

Mas, lembrou, «a vida não pára, como não pára a urgência da vida justa e melhor a que temos direito, com uma política e um Governo que governe para a esmagadora maioria, e não para um punhado que lucra como nunca».

Há dinheiro
«O que temos», continuou o Secretário-Geral, «é um Governo anunciante, perito em propaganda», que pega em «tudo de negativo do anterior Governo PS e acentua um caminho onde, para as grandes empresas, para o grande capital, tudo, rapidamente e em força e, para os outros, nem mais um cêntimo», justificando-se seja porque «não dá para todos», seja «porque não queremos e Bruxelas não deixa».

Contudo, recordou, há dinheiro, e há-o quando, vincou, «saem todos os anos de Portugal 14 mil milhões de euros em lucros e dividendos», valor praticamente igual a um PRR.

São opções
Paulo Raimundo sublinhou que, havendo dinheiro, é apenas por escolha das forças da política de direita que não se melhora as condições de vida dos trabalhadores e do povo.

«É por opção», destacou, que «as reformas não aumentam» ou que «medidas no IRS» são apenas para «uma minoria de jovens que mais ganha, enquanto a maioria da juventude» se cinge aos baixos salários, precariedade, falta de habitação ou é obrigada a emigrar.

É, também, por opção, frisou, que «se privatizou a ANA», se desmantela o SNS e os serviços públicos ou se aprovou «um pacote de medidas para a habitação que mais não é que um pacote de garantia de mais rendas, dinheiro e condições para a banca».

«Isto assim não vai lá», reforçou o dirigente comunista, para quem é necessário «romper com esta política de direita que desestabiliza a vida da maioria, e abrir caminho à política ao serviço de todos nós».

Com as opções certas, exemplificou, «faríamos a Terceira Travessia do Tejo, a alta velocidade até Elvas, e era capaz de sobrar ainda o suficiente para o Hospital de Leiria ou a conclusão da linha do Oeste».

Baixos salários
Isto «não vai lá com os baixos salários», vincou o Secretário-Geral, lembrando os «500 mil trabalhadores na situação de pobreza», e exigindo um aumento de 150 euros, num mínimo de 15 por cento, em todos os salários, e a fixação do Salário Mínimo Nacional em mil euros.

Paulo Raimundo afirmou, ainda, que «é mentira que não aumentam os salários porque as MPME não os conseguem pagar»: pelo contrário, o problema desta imensa maioria das empresas em Portugal são os custos com crédito, comissões bancárias, seguros, arrendamento, juros, portagens, telecomunicações, electricidade, gás ou combustíveis.

Provas dadas
O projecto do PCP e da CDU, avançou o Secretário-Geral, tem «provas dadas, desde logo, no trabalho autárquico», com um percurso «distinto de todos os outros, na defesa do poder local», na valorização dos trabalhadores, do movimento associativo, do desporto e da cultura, na defesa da água pública e do ambiente ou no combate às privatizações.

«A CDU é um espaço insubstituível», afirmou, «de convergência de milhares e milhares de pessoas sem partido, em torno do trabalho, da honestidade e da competência».

Durante a manhã, a festa contou com actividades especialmente dedicadas às crianças

Em convívio
A Festa de Verão, que já se torna tradicional, foi a oportunidade de centenas de camaradas e amigos do Partido no distrito de Leiria poderem encontrar-se, conviver e escutar uma actuação musical de Emanuel Casimiro.

Na iniciativa intervieram, ainda, Carlos Rufino, da JCP, que recordou as muitas lutas da juventude na região (por exemplo, pelas obras na Residência Rafael Bordalo Pinheiro, que avançarão por reivindicação dos estudantes e intervenção do PCP), e João Norte, do Executivo da Direcção da Organização Regional de Leiria, que destacou a importância do papel dos comunistas em movimentos unitários no distrito (dando como exemplos o 25 de Abril ou a inauguração do Museu Nacional Liberdade e Resistência).

Também estiveram presentes Luís Caixeiro, do Comité Central (CC) e responsável pela organização regional, Vasco Cardoso, da Comissão Política do CC, e Rui Braga, do Secretariado do CC.

 



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