Legislativas no Reino Unido

As eleições legislativas no Reino Unido ficaram marcadas pela derrota do Partido Conservador, pondo fim a cerca de 14 anos de governação. O Partido Trabalhista de Keir Starmer alcançou 412 dos 650 assentos na Câmara dos Comuns beneficiando sobretudo do sistema eleitoral no Reino Unido, que distorce grandemente as opções de voto expressas nas urnas.

Os conservadores alcançaram 121 assentos, os Liberais Democratas 72 e o partido Reforma Reino Unido, de Nigel Farage (um dos principais defensores da saída do Reino Unido da União Europeia), cinco, juntamente com o Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte. Neste território, a força mais votada foi o Sinn Féin, que alcançou sete lugares. O Partido Nacional Escocês ficou com nove deputados. Houve ainda outras forças a conseguir eleger. O antigo líder trabalhista, Jeremy Corbin, afastado do partido pelo actual Starmer, conseguiu ser eleito como candidato independente.

O número de eleitos alcançado pelo Partido Trabalhista não traduz um apoio popular assim tão amplo: a maioria absoluta de lugares corresponde a 33 por cento dos votos; nas últimas eleições, com 32,1 por cento, obtivera menos de metade dos lugares. Mais do que uma vitória trabalhista, trata-se de uma pesada perda dos conservadores.

As opções que Keir Starmer protagoniza não representam qualquer mudança de política em questões essenciais. Também ali terão de ser os trabalhadores e o povo a lutar pelos seus interesses e a conquistar vida melhor.





Mais artigos de: Europa

Eleições em França: «vontade de mudança»

É real o risco de que venha a ser defraudada a «vontade de mudança» expressa nas urnas e que, no actual quadro de arrumação de forças no parlamento francês, «possa vir a ser assegurada a sobrevivência da política antipopular e reaccionária de Macron», considera o PCP.

Mudam-se os tempos, aprofundam-se as vontades

Os tempos que correm expõem as crescentes tensões à escala europeia e mundial entre diversos actores, uns procurando contrariar a posição hegemónica dos EUA, estes últimos procurando mantê-la nem que à lei da bala. No quadro da UE, cada vez mais subserviente às políticas de Washington, o tom é de aprofundamento da sua...