Basta de injustiças para os trabalhadores madeirenses!
Na Madeira, a CDU está a desenvolver uma campanha de contacto com trabalhadores, afirmando que as injustiças laborais não são uma inevitabilidade e que é necessária uma alternativa à política de exploração que é imposta na Região.
«Reforçar e melhorar o serviço público de saúde»
A campanha arrancou no dia 26 de Abril e prolonga-se até amanhã, 3 de Maio. Na sexta-feira, junto ao Hospital Nélio Mendonça, Ricardo Lume, deputado e segundo na lista da CDU às Eleições Regionais de 26 de Maio, referiu que «é fundamental valorizar todos os trabalhadores» do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), em particular «os profissionais de saúde». «Não é aceitável que existam trabalhadores com 30 anos de serviço a receber o salário mínimo; que os profissionais de saúde tenham horários desregulados, fazendo numa semana três turnos, manhã, tarde e noite; que existam médicos a fazer turnos de 24 horas duas a três vezes por semana», referiu o candidato, salientando que estes «horários com ritmos de trabalho acelerado» devem-se «à falta de recursos humanos». A situação no SESARAM só não é mais grave devido ao «uso abusivo dos programas de ocupação de desempregados» e «ao sentido de responsabilidade dos profissionais de saúde», acrescentou.
Ricardo Lume concluiu afirmando que é necessária uma «política alternativa» que utilize as verbas do Orçamento Regional destinadas à saúde «para reforçar e melhorar o serviço público de saúde na resposta à população, que garanta a contratação de mais profissionais de saúde e a valorização das suas carreiras» e «não para derramar rios de dinheiro nas empresas que lucram com o negócio da doença, como actualmente o Governo Regional PSD-CDS faz».
Porto Moniz
No dia 23 de Abril, com os agricultores da Costa Norte, Ricardo Lumereclamou a implementação de medidas para defender a produção regional. No concelho de Porto Moniz, o candidato acusou o Governo Regional de «afastar as pessoas da agricultura» e «por não existir uma política de ordenamento territorial que reserve os solos de qualidade para a agricultura». Ilustrou a situação dizendo que «a Região Autónoma da Madeira é a única do País que não tem reserva agrícola, 30 anos após a sua implementação a nível nacional». Resultado: «os solos com boa capacidade de produção estão a ser ocupados pelas urbanizações e os agricultores estão a ser empurrados cada vez mais para zonas mais altas, onde as actividades agrícolas enfrentam piores condições de desenvolvimento», lamentou.
Luta por direito a ter casa
No sábado, 27, a CDU «montou» um acampamento na rua Fernão Ornelas, no Funchal, alertando para o grave problema da habitação na Região, o que comprova o fracasso da política social do Governo PSD-CDS, com o apoio do PAN.
«No paraíso privado dos investidores e especulares em que se tornou a Madeira, as medidas de apoio público à habitação acabam nas contas de certos senhorios e nas mãos dos especuladores», acusou Edgar Silva, primeiro candidato da CDU às Regionais de 26 de Maio, dando conta de uma «extensa lista de espera de milhares de famílias» que «nesta terra não conseguem uma moradia para uma vida digna».
Já Ricardo Lume, também candidato, salientou que «os preços das rendas sobem muito mais rapidamente que os salários».
Exemplos concretos
Na segunda-feira, 29, em comunicado de imprensa, a CDU dá o exemplo da família de Catarina Mendes, com dois filhos menores, a viver há mais de dois meses «sem abrigo e empurrada de um lado para o outro», após uma acção de despejo, para ilustrar o «fracasso das políticas sociais» do Governo Regional. Esta situação levou a que os adultos «perdessem os postos de trabalho», sendo «inaceitável» que uma «família em situação de emergência habitacional fique votada ao abandono, sem o acompanhamento social necessário». Segundo a CDU, «outras seis famílias estão nesta rotação precária instável, que lhes impede de ter uma vida digna».