Taiwan: China reafirma política de reunificação

O governo da República Popular da China reafirmou que os resultados das eleições em Taiwan não mudam o padrão básico das relações entre a parte continental e a ilha, bem como a procura da reunificação.

Pequim garante que «a pátria se reunificará com o tempo e de forma inevitável»

Uma declaração do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado da China ressalta que as eleições nesta ilha não detêm «a tendência geral de que a pátria se reunificará com o tempo e de forma inevitável».

«Temos sido coerentes na nossa posição de resolver a questão de Taiwan e conseguir a reunificação nacional, e a nossa vontade é tão firme como uma rocha», realça o comunicado, divulgado após os resultados eleitorais em Taiwan.

Destacando a adesão ao Consenso de 1992 que encarna o princípio de Uma Só China, Pequim opõe-se «resolutamente aos actos separatistas pela independência de Taiwan e à interferência das forças externas».

Segundo a declaração, a parte continental trabalhará com os partidos políticos, as organizações e as pessoas pertinentes de todos os âmbitos da vida de Taiwan a fim de promover as trocas e a cooperação.

Desta forma, mantêm-se os propósitos de «aprofundar a integração e o desenvolvimento através do Estreito [de Taiwan], promover conjuntamente a cultura chinesa, o desenvolvimento pacífico das relações entre ambos os lados e avançar na grande causa da reunificação da pátria».

As eleições em Taiwan, no dia 13, culminaram com a vitória do candidato do Partido Progressista Democrático (PPD), Lai Ching-te – um separatista face à China –, que obteve 40 por cento dos votos, enquanto Hou Yu-ih, candidato do Kuomintang – mais aberto ao diálogo com Pequim –, obteve 33,49 por cento, e Ko Wen-je, candidato do Partido Popular de Taiwan, obteve 26.46%. Registe-se que a actual presidente, pertencente ao PPD, tinha sido eleita com 57.13% dos votos, em 2020.

Por outro lado, para o órgão legislativo, dos 113 assentos em disputa, o Kuomintang alcançou 34.58% e 52 deputados, antes tinha 38, o PPD alcançou 36.16% e 51 deputados, antes tinha 61, o Partido Popular de Taiwan obteve 22.07% e 8 deputados, antes tinha 5, e os não filiados nesses partidos elegeram dois deputados. Ou seja o PPD perdeu a maioria absoluta no parlamento.

Na actualidade, 182 países apoiam o princípio de Uma Só China, segundo o qual todo o território nacional chinês, incluindo a ilha de Taiwan, é parte de um único país com governo central em Pequim.

 

 



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