Forte solidariedade à luta no Global Media Group
Pelo pagamento das remunerações em atraso, contra os despedimentos e em defesa de meios de comunicação social e empresas relevantes no País, os trabalhadores do Global Media Group estiveram ontem em luta.
É prioritário dar solução aos trabalhadores com salários em atraso
A greve arrancou com adesão total, como informaram representantes dos sindicatos representativos de jornalistas, gráficos e técnicosde várias áreas, trabalhadores comerciais e administrativos.
Desde a meia-noite, o impacto da greve foi visível na não actualização dos sites e redes sociais dos títulos detidos pelo GMG (JN, DN, TSF, O Jogo, Dinheiro Vivo, Notícias Magazine, Delas, N-TV, Motor24, Men's Health, Women's Health e Açoriano Oriental), bem como na Naveprinter, onde são impressos os jornais do grupo. O SITE Norte denunciou, como violação da lei da greve, o recurso patronal a uma gráfica externa, para imprimir jornais ontem.
De manhã, trabalhadores em luta concentraram-se em Lisboa, em frente da Assembleia da República (enquantoo ministro da Cultura, com a tutela da comunicação social, era ouvido em sede de comissão), e no Porto, junto da sede do Jornal de Notícias.
De tarde, a concentração, no Porto, ocorreu nas imediações da sede histórica do JN, de onde os trabalhadores partiram para a Praça General Humberto Delgado. A sul, o protesto centrou-se nas Torres de Lisboa, onde está instalada a sede do grupo.
O Secretário-Geral do PCP esteve com os trabalhadores aqui reunidos, reafirmando a solidariedade do Partido e sublinhando que toda a urgência deve ser dada à resolução do problema dos salários em atraso, na qual o Estado pode e deve intervir, com os vários instrumentos disponíveis.
Também ali compareceu a Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.
Dirigentes do Partido Ecologista «Os Verdes»levaram a solidariedade dos ecologistas às acções no Porto e em Lisboa.
Para o período entre as 14 e as 15 horas, o Sindicato dos Jornalistas convocou uma greve nacional de solidariedade com a luta no GMG.
A União dos Sindicatos do Porto (CGTP-IN) apelou a que as outras estruturas do movimento sindical unitário no distrito se associassem à jornada no GMG, durante a tarde.
Posição solidária tomou igualmente a Federação Nacional dos Médicos.
As organizações representativas dos trabalhadores da agência Lusa (sindicatos SITE CSRA e Sitese, Comissão de Trabalhadores e Conselho de Redacção), num comunicado conjunto, apelaram à paralisação de uma hora e à participação nas concentrações. Alertaram ainda que o fundo de investimento que controla o GMG possui indirectamente mais de 45 por cento do capital da agência de notícias.