Agricultores alemães protestam contra corte de ajudas ao gasóleo

Na Alemanha, milhares de agricultores estão a protestar contra o plano do governo de retirar as isenções fiscais ao gasóleo para trabalhos agrícolas. As manifestações, que começaram na segunda-feira, 8, e prolongam-se por uma semana, incluem o bloqueio de estradas em várias cidades do país.

No início das acções, centenas de tractores e camiões fizeram uma fila de «vários quilómetros» e concentraram-se perto das Portas de Brademburgo, no centro de Berlim, vigiados pela polícia.

Registaram-se também protestos em outras cidades da Alemanha, como Munique, Hamburgo, Wiesbaden, Magdeburgo e Bremen. Há notícia de diversos cruzamentos bloqueados em estradas federais.

Em Dezembro, o porta-voz do governo alemão, Steffen Hebeestreit, anunciara os planos do governo para suprimir os subsídios ao gasóleo agrícola, o que teria aportado aos cofres do Estado 440 milhões de euros. As autoridades também planeavam suprimir os benefícios fiscais de que gozam as máquinas utilizadas na agricultura e na silvicultura, o que significaria uma receita de mais 480 milhões de euros.

Após o anúncio de tais planos, ocorreram numerosos protestos de agricultores por toda a Alemanha. O líder da União de Agricultores do país, Joachim Rukwied, anunciou uma greve a partir de 8 deste mês. Quatro dias antes, o governo recuou e decidiu que apenas reduziria em parte e gradualmente os subsídios ao gasóleo para os agricultores, em vez de os suprimir da noite para o dia.

 

Protestos encerram fábrica de automóveis

A fábrica de automóveis Volkswagen em Emden, na Baixa Saxónia, suspendeu o funcionamento na segunda-feira, 8, temporariamente, devido aos protestos dos agricultores alemães. A agência DPA informou que os manifestantes bloquearam os caminhos para a fábrica, pelo que os trabalhadores da empresa não puderam entrar nesse dia nas instalações.

 



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