BRICS entra maior no novo ano

A presidência do BRICS é assumida pela Rússia durante este ano. Em 2024, juntam-se a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul cinco novos países: Egipto, Irão, Emiratos Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia.

Egipto, Irão, Emiratos Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia são os novos membros do grupo

No quadro da presidência russa dos BRICS, que decorre ao longo de 2024 sob o lema «Fortalecer o multilateralismo para um desenvolvimento e uma segurança globais equitativos», estão previstos mais de 200 eventos de diversos níveis e domínios, em diferentes cidades da Rússia.

Entre as prioridades estão uma maior interacção no campo da ciência, da alta tecnologia, da saúde e da ecologia, assim como a cultura, o desporto e os intercâmbios juvenis, entre outros. A cimeira anual do grupo terá lugar em Outubro em Kazan, capital da República do Tartaristão.

A presidência russa é marcada pela entrada de novos membros de pleno direito na organização, como o Egipto, o Irão, os Emiratos Árabes Unidos, a Arábia Saudita e a Etiópia. Com a entrada destes novos países, o BRICS passa a representar 27 por cento do PIB mundial e 43 por cento da população do planeta.

A Argentina, que foi aceite na última cimeira do BRICS, realizada na cidade sul-africana de Joanesburgo em Agosto, acabou por não integrar o grupo, por decisão do presidente de extrema-direita Javier Milei, apostado em recolocar o país sob alçada norte-americana e, assim, não integrando uma organização que põe em causa a hegemonia mundial dos EUA.

O alargamento do BRICS e o peso económico que detém demonstra o papel cada vez mais importante do grupo, bem como a sua crescente atractividade. O BRICS assume como princípios a igualdade soberana, o respeito pela escolha de vias próprias de desenvolvimento, a consideração mútua de interesses, a abertura, o consenso, a aspiração a formar uma nova ordem mundial e um modelo justo de sistema financeiro e comercial mundial. Visa ainda a busca de soluções colectivas para os problemas com que a Humanidade se confronta.



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