África exige o fim das sanções contra o Zimbabué

O Zimbabué reiterou a sua firme oposição às sanções unilaterais impostas contra países, procurando obstaculizar e impedir o seu desenvolvimento económico. Num acto central realizado em Harare, no dia 25, o vice-presidente zimbabueano, Constantino Chiwenga, exigiu uma vez mais a eliminação incondicional das medidas coercivas e ilegais impostas pelos governos norte-americano e britânico e pela União Europeia ao seu país e urgiu em especial a juventude do seu país a travar a batalha contra as sanções.

Na capital e em outras cidades do Zimbabué, milhares de pessoas saíram à rua e manifestaram-se contra as ilegítimas sanções aplicadas ao seu país pelas potências «ocidentais».

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) declarou o 25 de Outubro como Dia Anti-sanções, reafirmou a sua «solidariedade inquebrantável» com o governo e o povo do Zimbabué e instou ao levantamento de todas as medidas coercivas impostas a este país. A SADC assinalou o impacto negativo destas medidas na população zimbabueana, que desde há mais de 20 anos é atingida pelas sanções que impedem o país de se desenvolver plenamente.

A SADC refere o parecer da relatora especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercivas unilaterais sobre os direitos humanos, Alena Douhan, que no respeito dos princípios do direito internacional defende a eliminação da imposição de sanções no quadro das relações internacionais. E sublinha que o fim incondicional das referidas medidas coercivas criará condições para que o país e a região da África austral consolidem os seus esforços colectivos para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento.

Num momento em que a instabilidade na situação internacional coloca problemas de segurança alimentar e outros importantes desafios ao continente africano, as sanções impostas ao Zimbabué representam uma ameaça aos meios de subsistência da sua população, realça a nota da SADC.

União Africana
exige o fim das sanções

O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, exigiu novamente o levantamento das sanções impostas pelos EUA e aliados contra indivíduos e instituições do Zimbabué. Num comunicado, Mahamat renovou essa exigência de longa data e apoiou plenamente a posição da SADC sobre o fim das sanções contra o Zimbabué.

Mostrando-se «extremamente preocupado» pelo impacto negativo dessas penalizações no desenvolvimento socioeconómico do país africano, face às actuais crises mundiais de alimentos e energia, que agravam os esforços de recuperação da pandemia de Covid-19, Moussa Faki Mahama reafirmou o compromisso permanente da UA de apoiar o Zimbabué na mobilização de esforços para o levantamento completo das ilegitimas medidas coercivas unilaterais que lhe são impostas.

Desde 2017 que o dirigente da UA apela ao fim das sanções «ocidentais» contra o Zimbabué. Harare considera que as sanções constituem uma retaliação contra o povo e o governo zimbabueanos por não se submeterem aos interesses e ditames dos EUA, do Reino Unido e da UE.




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