Denunciados mais crimes israelitas na Palestina ocupada

As forças armadas israelitas mataram um palestiniano menor de idade e feriram outro, após terem aberto fogo contra uma viatura, perto do colonato de Pesagot, na Cisjordânia ocupada, informou no dia 30 de Setembro o Ministério da Saúde, em Ramala.

Após o tiroteio, na véspera à noite, os militares ocupantes levaram os dois jovens feridos, um dos quais faleceu pouco depois. A vítima mortal foi identificada como Muhammad Jibril Rummaneh, de 17 anos, atingido por um tiro no abdómen. O outro jovem sofreu ferimentos ligeiros nas pernas.

No sábado, 30, lojas, escolas e serviços públicos permaneceram encerrados em Ramala e Al-Bireh, em resposta a um apelo para uma greve em sinal de repúdio pelo crime das tropas ocupantes.

Em Nova Iorque, entretanto, o coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Médio Oriente, Tor Wennesland, qualificou de «implacável» a expansão de colonatos israelitas e postos avançados na Palestina ocupada.

Ao apresentar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas o seu relatório sobre a situação na Palestina, de Junho a Setembro, o diplomata manifestou grave preocupação pelo aumento da violência provocada por Israel na Cisjordânia ocupada, a níveis nunca vistos em décadas. Alertou, além disso, para o uso de armamento cada vez mais letal, pelos israelitas, inclusivamente em zonas densamente povoadas.

Durante o período abrangido pelo relatório, segundo o perito, os militares israelitas assassinaram 68 palestinianos, 18 dos quais crianças, e feriram outros 2830. Essas mortes foram perpetradas em manifestações, confrontos, operações de segurança, ataques e diversos incidentes. Ao mesmo tempo, colonos israelitas mataram dois palestinianos e feriram 73.

O relatório de Wennesland denuncia outras violações graves cometidas pelos israelitas, tais como demolições e confiscos de estruturas de propriedade palestiniana em toda a Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, assim como de escolas.

Somente na Margem Ocidental ocupada, entre 15 de Junho e 19 de Setembro, os israelitas construíram mais de 10 mil habitações, alertou ainda o coordenador especial da ONU, chamando a atenção também para o uso desmedido da força pelos colonos israelitas.

Wennesland reafirmou o compromisso da ONU de apoiar o fim da ocupação israelita e resolvê-la em conformidade com o direito internacional e as resoluções pertinentes da ONU, na perspectiva da criação de dois Estados.

 



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